O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28 de outubro). Cariani responde ao processo em liberdade, e o pedido da acusação ainda depende de decisão judicial.
A manifestação foi apresentada nas alegações finais, etapa em que a Promotoria expõe suas conclusões sobre as provas produzidas no processo. Segundo a CNN Brasil, os advogados dos réus deverão ser intimados para apresentar suas manifestações, com prazo de 30 dias.
O QUE ESTÁ SOB ACUSAÇÃO
O processo envolve a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa de Diadema, na Grande São Paulo, da qual Cariani é sócio. A acusação sustenta que produtos químicos teriam sido desviados para a fabricação de entorpecentes, com uso de documentos fiscais para disfarçar as transações.
Segundo informações do Estadão Conteúdo, a denúncia aponta pelo menos 59 vendas fictícias atribuídas a empresas farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca. Os insumos teriam sido destinados à produção e ao refino de drogas.
Essas são as acusações apresentadas no processo e não representam fatos reconhecidos por uma sentença condenatória.
DEFESA CONTESTARÁ O PEDIDO
Em manifestação publicada pelo Times Brasil/CNBC, o advogado Aldo Romani Netto afirmou que o pedido de condenação era esperado, por expressar a posição da parte acusadora.
A defesa declarou que responderá às teses do Ministério Público nas alegações finais e sustentou que as provas produzidas durante o processo demonstrarão a improcedência das acusações. Também afirmou confiar na absolvição de Cariani.
O pedido da Promotoria não equivale a uma condenação. Caberá à Justiça avaliar as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pelas defesas.
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