Os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito voltaram a subir no Brasil e permanecem entre os mais altos do sistema financeiro nacional. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a taxa média passou de 428,4% ao ano em março para 432,1% ao ano em abril.
O rotativo é acionado quando o consumidor paga apenas parte da fatura do cartão e deixa o restante da dívida em aberto. Embora pareça uma solução temporária para momentos de aperto financeiro, especialistas alertam que essa é uma das formas mais caras de crédito disponíveis no país.
Na prática, isso significa que uma dívida pode crescer rapidamente quando permanece por muito tempo no rotativo, tornando mais difícil a recuperação financeira do consumidor.
Por determinação do Banco Central, os bancos não podem manter a dívida indefinidamente nessa modalidade. Após 30 dias, o saldo deve ser transferido para uma linha parcelada, que possui juros menores, embora ainda elevados.
Mesmo com uma pequena redução registrada em abril, a taxa do parcelado do cartão continua alta. Os juros passaram de 192,1% ao ano em março para 188,1% ao ano em abril.
Quando consideradas todas as operações de cartão de crédito, incluindo rotativo e parcelado, a taxa média também aumentou. O índice passou de 93,2% para 94,3% ao ano.
Outro dado que chama atenção é o cheque especial, apontado pelo Banco Central como a segunda linha de crédito mais cara do mercado brasileiro.
Em abril, a taxa média do cheque especial subiu de 138,9% para 141,1% ao ano. Embora seja inferior ao rotativo do cartão, o custo ainda é considerado extremamente elevado por especialistas em educação financeira.
Para os consumidores, os números reforçam a importância de evitar o pagamento mínimo da fatura e buscar alternativas mais baratas de crédito quando houver necessidade de financiamento.
Especialistas recomendam planejamento financeiro, renegociação de dívidas e comparação de taxas antes de contratar qualquer modalidade de crédito, especialmente em períodos de orçamento apertado.
Segundo o Banco Central, os dados refletem o comportamento médio das operações realizadas pelas instituições financeiras em todo o país durante o mês de abril.

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