A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou uma atualização importante sobre o que passa a ser considerado febre infantil. A partir de agora, temperaturas iguais ou superiores a 37,5 °C na axila passam a ser classificadas como febre — antes, o limite era 37,8 °C.
A alteração, baseada em novas evidências científicas, tem o objetivo de padronizar o diagnóstico e evitar atrasos no atendimento médico. Estudos indicam que pequenas variações de temperatura corporal podem sinalizar alterações no organismo, especialmente em crianças pequenas e bebês.
Em Santa Isabel, onde a rede municipal de saúde recebe grande volume de atendimentos pediátricos diários, a mudança já começa a ser observada nas orientações de profissionais das unidades básicas e pronto atendimentos. Segundo dados da SBP, a febre está presente em até 30% das consultas pediátricas e em 65% dos atendimentos de emergência no país.
Além da nova definição, a entidade reforça cuidados simples que podem ser adotados em casa: usar roupas leves, manter hidratação adequada e oferecer banhos mornos para aliviar o desconforto. No entanto, práticas antigas como banhos frios ou aplicação de álcool na pele devem ser evitadas, pois não reduzem a febre e podem causar riscos adicionais.
A SBP também reforça sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata: febre acompanhada de dor de cabeça intensa, confusão mental, manchas na pele, dificuldade para respirar ou convulsões; além de qualquer elevação acima de 38 °C em bebês com menos de três meses ou temperaturas abaixo de 35,5 °C.
Nos casos em que a febre dura mais de três dias ou afeta crianças com doenças crônicas, a orientação é buscar atendimento médico sem demora.
Para pais e cuidadores isabelenses, a atualização serve como um lembrete da importância de monitorar a temperatura com termômetros adequados e evitar a automedicação. Embora a febre seja um mecanismo natural de defesa do organismo, reconhecer seus limites é essencial para prevenir complicações.

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