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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Notícias/Saúde

Ultraprocessados já somam 23% da dieta brasileira; alerta de saúde atinge Santa Isabel

Dados da revista Lancet revelam que o consumo de UPFs cresceu em 91 de 93 países, tornando-se problema global. Pesquisadores pedem rotulagem clara, restrição de publicidade e mais acesso a alimentos in natura

Ultraprocessados já somam 23% da dieta brasileira; alerta de saúde atinge Santa Isabel
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A dieta da população brasileira atingiu um patamar de risco com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados (UPFs), que já representam 23% do total de calorias ingeridas, segundo uma nova série de estudos publicada na revista científica The Lancet. O dado, que era de 10% nos anos 1980, acende um alerta de saúde que atinge diretamente o município de Santa Isabel e reforça a necessidade de políticas públicas de prevenção.

Os artigos, coordenados pelo epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, confirmam que o fenômeno é global: o consumo de ultraprocessados aumentou em 91 dos 93 países analisados.

O consumo desse tipo de alimento não é apenas uma questão nutricional, mas um problema grave de saúde pública, diretamente ligado ao aumento da obesidade, do diabetes tipo 2, de doenças cardiovasculares e de certas formas de câncer.

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O que define um ultraprocessado

Os alimentos ultraprocessados nascem da combinação de frações baratas de ingredientes, como amidos, açúcares e óleos refinados, aos quais são adicionados corantes, aromatizantes, conservantes e estabilizantes. O resultado é um produto altamente palatável, durável, sedutor, mas com baixo valor nutritivo.

Exemplos comuns que compõem o consumo da população, inclusive em Santa Isabel, incluem macarrão instantâneo, biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos e cereais matinais açucarados.

Urgência nas Políticas Públicas

Os pesquisadores reforçam a urgência de que os municípios, como Santa Isabel, e o governo federal adotem políticas de proteção ao consumidor e de incentivo à alimentação saudável, conforme orienta o Guia Alimentar da População Brasileira.

Entre as medidas defendidas estão:

  1. Rotulagem clara de aditivos e ingredientes de risco.

  2. Restrição à publicidade de UPFs, especialmente aquela direcionada ao público infantil.

  3. Proibição de ultraprocessados em escolas e instituições públicas da rede municipal.

  4. Incentivos para que famílias de baixa renda tenham acesso facilitado e subsidiado a alimentos frescos e minimamente processados, valorizando a agricultura local.

A valorização de alimentos frescos e modos de comer que respeitem a cultura e o território é apontada como o caminho para reverter o impacto negativo dos UPFs na saúde coletiva.

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