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Terça-feira, 06 de Outubro 2026
Notícias/Saúde

UPAs de Santa Isabel registram 70.920 atendimentos em sete meses; maio lidera dados

Unidade adulta contabilizou 55.973 atendimentos, enquanto a pediátrica registrou 14.947; maio apresentou a maior demanda

UPAs de Santa Isabel registram 70.920 atendimentos em sete meses; maio lidera dados
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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Adulto e Infantil de Santa Isabel registraram, juntas, 70.920 atendimentos entre fevereiro e agosto de 2026. Os dados divulgados pela Prefeitura mostram que a maior parte da demanda ficou concentrada na unidade adulta, responsável por 55.973 registros, enquanto o atendimento pediátrico contabilizou 14.947 no mesmo período.

Ao longo dos sete meses analisados, as duas unidades realizaram uma média de aproximadamente 10.131 atendimentos mensais, o equivalente a cerca de 333 por dia, considerando os 212 dias do período.

O levantamento também revela diferenças na procura pelos serviços ao longo dos meses. Maio apresentou o maior volume de atendimentos nas duas unidades, com 12.226 registros, enquanto fevereiro teve a menor movimentação, com 6.858.

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Os números representam atendimentos realizados, e não necessariamente pessoas diferentes, uma vez que um mesmo paciente pode procurar os serviços mais de uma vez durante o período.

UPA ADULTO CONCENTRA QUASE 79% DOS ATENDIMENTOS

A UPA Adulto foi responsável por aproximadamente 78,9% dos registros contabilizados entre fevereiro e agosto.

Foram 55.973 atendimentos, com média mensal de 7.996, demonstrando uma demanda relativamente constante a partir de março, quando os registros passaram a superar 7,8 mil por mês.

O maior movimento ocorreu em maio, com 8.896 atendimentos. Abril aparece na segunda posição, com 8.572, seguido por junho, com 8.334.

Em agosto, a unidade registrou 8.287 atendimentos, número próximo ao observado em julho, quando foram contabilizados 8.199.

Confira os dados mensais da UPA Adulto:

  • Fevereiro: 5.834 atendimentos

  • Março: 7.851 atendimentos

  • Abril: 8.572 atendimentos

  • Maio: 8.896 atendimentos

  • Junho: 8.334 atendimentos

  • Julho: 8.199 atendimentos

  • Agosto: 8.287 atendimentos

Total: 55.973 atendimentos.

Entre fevereiro e maio, os registros cresceram aproximadamente 52,5%. Entretanto, a diferença entre esses meses não permite concluir, isoladamente, que houve aumento equivalente na incidência de doenças ou agravamento das condições de saúde da população.

Para identificar os motivos dessa variação, seriam necessárias informações adicionais sobre o perfil dos pacientes, as causas dos atendimentos e o funcionamento da rede municipal.

UPA INFANTIL REGISTROU 14.947 ATENDIMENTOS

Na unidade pediátrica, os registros apresentaram oscilações mais acentuadas durante os sete meses analisados.

A UPA Infantil contabilizou 14.947 atendimentos, o equivalente a aproximadamente 21,1% do total registrado pelas duas unidades.

A média mensal foi de 2.135 atendimentos.

Em fevereiro, foram registrados 1.024 atendimentos. O número passou para 2.104 em março e chegou a 2.456 em abril.

Maio também foi o mês de maior movimento na unidade infantil, com 3.330 atendimentos, mais que o triplo do volume observado em fevereiro.

Nos meses seguintes, houve redução: junho contabilizou 2.563 atendimentos e julho apresentou 1.473. Em agosto, a procura voltou a crescer, alcançando 1.997 registros.

Confira os números da UPA Infantil:

  • Fevereiro: 1.024 atendimentos

  • Março: 2.104 atendimentos

  • Abril: 2.456 atendimentos

  • Maio: 3.330 atendimentos

  • Junho: 2.563 atendimentos

  • Julho: 1.473 atendimentos

  • Agosto: 1.997 atendimentos

Total: 14.947 atendimentos.

Os dados indicam crescimento expressivo nos primeiros meses apresentados, seguido de oscilações no volume de atendimentos.

O levantamento, entretanto, não especifica os diagnósticos mais frequentes, a faixa etária dos pacientes ou os fatores responsáveis pelas diferenças mensais.

MAIO FOI O MÊS DE MAIOR MOVIMENTO NAS DUAS UPAS

A soma dos registros da UPA Adulto e da UPA Infantil permite observar a demanda mensal conjunta pelos serviços de urgência e emergência do município.

Confira o levantamento completo:

Mês Adulto Infantil Total
Fevereiro 5.834 1.024 6.858
Março 7.851 2.104 9.955
Abril 8.572 2.456 11.028
Maio 8.896 3.330 12.226
Junho 8.334 2.563 10.897
Julho 8.199 1.473 9.672
Agosto 8.287 1.997 10.284
Total 55.973 14.947 70.920

Maio concentrou aproximadamente 17,2% de todos os atendimentos realizados no período.

Em comparação com fevereiro, a demanda conjunta aumentou cerca de 78,3% até maio. Depois desse pico, os registros diminuíram em junho e julho, antes de apresentarem nova elevação em agosto.

Apesar das oscilações, a demanda permaneceu acima de 9,6 mil atendimentos mensais entre março e agosto.

O comportamento dos registros pode estar relacionado a diferentes fatores, incluindo doenças sazonais, procura por serviços de saúde e características de funcionamento das unidades. No entanto, o balanço municipal não apresenta informações suficientes para determinar as causas das variações observadas.

QUAL É O PAPEL DAS UPAS NA REDE MUNICIPAL

As Unidades de Pronto Atendimento fazem parte da rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses serviços são destinados à avaliação e ao atendimento de situações que exigem assistência médica em tempo oportuno, como dores intensas, dificuldades respiratórias, febres acompanhadas de sinais de gravidade, acidentes e outras condições agudas.

Conforme a gravidade, os pacientes podem receber atendimento na própria unidade, permanecer em observação ou ser encaminhados para serviços hospitalares.

A separação entre atendimento adulto e pediátrico permite organizar a assistência de acordo com as necessidades de diferentes faixas etárias.

Já as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) integram a atenção primária, responsável pelo acompanhamento contínuo, pela prevenção de doenças, pelo tratamento de condições crônicas e por outros cuidados que não exigem atendimento de urgência.

A organização adequada dos diferentes serviços é importante para o funcionamento da rede, especialmente em municípios com demanda elevada por consultas e atendimentos imediatos.

NÚMEROS NÃO INDICAM TEMPO DE ESPERA NEM QUALIDADE DO ATENDIMENTO

Embora o total de 70.920 registros demonstre o volume de serviços prestados, os dados apresentados pela Prefeitura não permitem avaliar, isoladamente, a qualidade ou a capacidade de resposta das unidades.

O levantamento não informa o tempo médio de espera dos pacientes, a quantidade de profissionais disponíveis por plantão, a classificação de risco dos atendimentos ou o número de transferências para hospitais.

Também não foram apresentados indicadores de ocupação, disponibilidade de medicamentos, retornos de pacientes ou evolução dos casos atendidos.

Essas informações seriam necessárias para uma avaliação mais completa das condições de funcionamento das UPAs e da assistência oferecida à população.

Além disso, o total de atendimentos não deve ser interpretado como quantidade de moradores atendidos, já que uma pessoa pode gerar diferentes registros durante os sete meses.

BALANÇO APONTA DEMANDA CONTÍNUA PELOS SERVIÇOS

O levantamento referente ao período de fevereiro a agosto de 2026 mostra que Santa Isabel registrou, em média, mais de 10 mil atendimentos mensais nas duas unidades.

A UPA Adulto concentrou a maior parte da procura, enquanto a unidade infantil apresentou variações mensais mais expressivas, com pico de atendimentos em maio.

O comunicado não apresenta dados de janeiro nem informações de períodos anteriores que permitam comparar o volume de 2026 com o de outros anos.

Também não há projeções para os meses seguintes ou informações sobre possíveis mudanças na estrutura de atendimento em resposta à demanda registrada.

Os números oferecem um panorama da utilização dos serviços municipais de urgência e emergência, mas uma avaliação mais abrangente da rede depende de indicadores clínicos, operacionais e de qualidade assistencial.

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