Apesar de sinais de estabilização em parte do país, os casos de infecções por vírus respiratórios continuam em alta neste mês de julho e mantêm autoridades de saúde em alerta. De acordo com o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanece com incidência elevada em diversos estados, com destaque para os vírus influenza A e o sincicial respiratório (VSR), que continuam liderando as causas de hospitalizações e óbitos.
Em Santa Isabel, a Secretaria Municipal de Saúde acompanha o cenário nacional com atenção, especialmente devido à circulação intensa de vírus respiratórios entre crianças e idosos, faixas etárias mais vulneráveis à forma grave da doença. O Ministério da Saúde mantém ativa a campanha nacional de vacinação contra a gripe (influenza), com imunização gratuita disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os grupos prioritários, incluindo idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos, imunossuprimidos e trabalhadores da saúde.
Dados laboratoriais analisados pela Fiocruz indicam que, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 47,7% dos casos positivos de SRAG no país foram causados pelo VSR, seguidos por 33,4% de influenza A, 20,6% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2, o vírus da covid-19. Entre os óbitos, a predominância foi da influenza A (74,1%), seguida do VSR (14,1%).
O relatório também aponta crescimento sustentado de casos em alguns estados, como Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. No entanto, há indícios de desaceleração da SRAG nas regiões Centro-Sul, Norte e em parte do Nordeste. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo registraram sinal de queda, o que pode ser reflexo do avanço da vacinação.
Em Santa Isabel, as pessoas elegíveis à vacina procurem a unidade básica de saúde mais próxima o quanto antes. A vacina protege contra os três principais tipos de influenza em circulação no país e, mesmo para quem já teve gripe neste ano, a recomendação é reforçar a imunização.
Além da vacinação, especialistas destacam que manter hábitos de prevenção — como higiene frequente das mãos, uso de máscara em ambientes fechados ou com aglomeração e evitar contato com pessoas sintomáticas — ainda são medidas importantes para conter a transmissão dos vírus respiratórios.
Com a chegada do inverno e o aumento natural das doenças respiratórias, o momento é de vigilância e prevenção, especialmente em municípios como Santa Isabel, onde o sistema de saúde local pode ser pressionado por aumento súbito da demanda por atendimento hospitalar. A cobertura vacinal dos grupos prioritários é uma das principais estratégias para reduzir a gravidade dos casos e evitar internações.
