A deputada estadual mais votada de São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), afirma não ser contra o voto feminino, mas diz que o movimento feminista “se apropria” de uma luta que, na avaliação dela, é de toda a sociedade. Em entrevista à Folhateen publicada nesta quarta-feira (7), a parlamentar também disse que não tomou a vacina contra a Covid-19 por opção própria.
Eleita com 1,9 milhão de votos, a maior votação do estado para o cargo, segundo a Folha, Campopiano é vereadora em Praia Grande, nasceu em Campinas e construiu sua atuação pública nas redes sociais. Aos 19 anos, foi comentarista da Rádio Jovem Pan. Ela se define como “inimiga das feministas” e afirma que “a guerra está só começando”.
Segundo a reportagem, a deputada federal reeleita Sônia Guajajara (PSOL-SP) e a ativista Sofia Favero (PSOL-SP), eleita deputada estadual, acionaram o Ministério Público contra Campopiano por declarações consideradas racistas e transfóbicas. O texto não detalha o conteúdo das falas nem o andamento das medidas. A deputada diz ter sido alvo de ataques da esquerda e afirma que o campo adversário percebe que a derrota se aproxima e tenta responder com “narrativas mentirosas”.
Campopiano é associada, segundo a Folha, a influenciadoras contrárias ao voto feminino, e nega ter essa posição. Ela afirma que vota desde jovem e que considera injusto que um movimento político-ideológico “sequestre” a pauta. Na entrevista, a deputada criticou a associação do direito ao voto à ativista Bertha Lutz, citou Celina Guimarães, que ela aponta como a primeira mulher a votar no Brasil, e atribuiu a Getúlio Vargas o papel de viabilizar o voto feminino. Para ela, homens e diversos movimentos também participaram da luta pelo sufrágio universal. As afirmações históricas são da deputada.
Questionada sobre a declaração de Paulo Figueiredo, próximo da família Bolsonaro, de que as mulheres “votam mal”, Campopiano disse conversar pouco com ele e classificou a fala como um “momento de indignação”. Sobre a ideia de um “voto familiar”, afirmou que nunca se debruçou sobre o tema e que não acredita que faça sentido.
Sobre a vacina contra a Covid-19, a deputada disse que não se vacinou e continua sem tomar, citando medo de agulha e insegurança, na época, sobre quais vacinas eram seguras. Ela afirma ter as demais vacinas e defende “autonomia sobre o próprio corpo”. As vacinas contra a Covid-19 usadas no país foram aprovadas pela Anvisa.
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