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Domingo, 19 de Abril 2026

Notícias/Saúde

Drogas inovadoras reduzem risco de morte e metástases no câncer de mama HER2

Apresentados em congresso europeu, estudos mostram que a droga T-DXd ataca células doentes como um 'cavalo de Troia', com menos efeitos colaterais, sendo um novo paradigma para o tratamento inicial

Drogas inovadoras reduzem risco de morte e metástases no câncer de mama HER2
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Uma nova geração de medicamentos está redefinindo o tratamento contra o câncer de mama do tipo HER2 positivo, um dos mais agressivos, e representa uma nova esperança para pacientes em Santa Isabel e em todo o mundo. Estudos apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Berlim, revelaram que os chamados anticorpos conjugados à droga (ADCs) são significativamente mais eficazes que tratamentos padrão, com potencial para se tornarem a terapia preferencial.

Esses medicamentos funcionam como um "cavalo de Troia": um anticorpo monoclonal transporta um quimioterápico potente diretamente até a célula cancerosa. A droga só é liberada no alvo, o que aumenta a eficácia do ataque ao tumor e reduz drasticamente os efeitos colaterais sistêmicos, como queda de cabelo, náuseas e toxicidade cardíaca, comuns na quimioterapia convencional.

Um dos principais estudos, o DESTINY-Breast05, que acompanhou 1.600 pacientes em estágio inicial e de alto risco, demonstrou que a droga trastuzumabe deruxtecano (T-DXd) reduziu em 53% o risco de o câncer retornar de forma invasiva ou de morte, em comparação com o tratamento padrão anterior (T-DM1). Além disso, o novo medicamento ofereceu maior proteção contra o desenvolvimento de metástases cerebrais.

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Em outro estudo, o DESTINY-Breast11, a combinação de T-DXd com quimioterápicos resultou em uma resposta patológica completa — ausência de qualquer resquício de câncer após o tratamento — em quase 70% das pacientes, contra 56% no grupo que recebeu a quimioterapia padrão. O tratamento com a nova droga também se mostrou mais seguro, com uma incidência de disfunção cardíaca de apenas 1%, contra 6% no tratamento convencional. Os resultados representam uma mudança de paradigma e um passo fundamental para oferecer tratamentos mais eficazes e com melhor qualidade de vida.

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