A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou a identificação do segundo caso de mpox causado pela nova variante do vírus, conhecida como clado Ib, em território paulista. A notificação acende um sinal de alerta para a vigilância epidemiológica de todos os municípios da Grande São Paulo, incluindo Santa Isabel, devido ao intenso fluxo de moradores que transitam diariamente entre a região e a capital.
Segundo o comunicado oficial da pasta, trata-se de um caso importado. O paciente é um homem de 39 anos, residente em Portugal, que estava em viagem a São Paulo. Os sintomas começaram a se manifestar no final de dezembro de 2025. Ao buscar atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência estadual em doenças infecciosas, ele foi internado para isolamento e monitoramento, recebendo alta no dia seguinte. O paciente já retornou ao exterior.
A SES-SP informou que o monitoramento de contatos foi realizado imediatamente e, até o fechamento desta reportagem, não houve registro de pessoas sintomáticas no local onde o homem ficou hospedado. Este é o segundo registro da variante Ib no estado; o primeiro ocorreu em março do ano passado, em uma mulher de 29 anos infectada após contato com um familiar vindo da República Democrática do Congo.
Cenário em 2026 e a Nova Cepa
A preocupação das autoridades de saúde reside na natureza da cepa clado Ib, responsável por surtos recentes na África. Embora o cenário atual não configure emergência descontrolada, os números de 2026 exigem cautela. O Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) aponta que São Paulo já contabiliza 33 notificações de mpox neste início de ano, embora sem óbitos.
Para o morador de Santa Isabel, a orientação é manter a atenção aos sintomas clássicos da doença, que é zoonótica (transmitida de animais para humanos) mas circula comunitariamente pelo contato direto. Diferente do surto global de 2022-2023, causado pelo clado IIb, as autoridades monitoram se a nova variante apresenta maior transmissibilidade.
Sinais de Alerta e Prevenção
O Ministério da Saúde reforça que a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com as lesões de pele de pessoas infectadas, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Quem apresentar os seguintes sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a UPA de Santa Isabel imediatamente:
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Erupções cutâneas ou feridas na pele (podem parecer espinhas ou bolhas);
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Ínguas (linfonodos inchados), especialmente no pescoço, axila ou virilha;
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Febre súbita e calafrios;
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Dores fortes no corpo e dor de cabeça;
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Fraqueza intensa.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a propagação do vírus, especialmente em ambientes familiares. O Brasil, que acumulou mais de 14 mil casos até meados de 2025, segue entre os países mais impactados e mantém a vigilância ativa para conter a disseminação de novas linhagens.

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