A prévia da inflação oficial de maio trouxe um leve alívio para o bolso do consumidor, mas ainda sem folga. Dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os preços dos alimentos subiram menos entre 15 de abril e 15 de maio: alta de 0,39%, ante 1,14% no período anterior. Em Santa Isabel, a freada nos preços foi percebida principalmente em itens básicos da alimentação, embora outros produtos tenham encarecido e continuem pesando nas compras do dia a dia.
Entre os destaques positivos, o tomate apresentou queda expressiva de 7,22%, seguido do arroz (-4,31%) e das frutas em geral (-1,53%). Esses recuos ajudaram a conter a inflação do grupo “alimentação e bebidas”, essencial para as famílias, especialmente em tempos de orçamento apertado. O alívio, no entanto, foi parcial.
Alguns produtos registraram forte aumento, como a batata inglesa, que ficou 21,75% mais cara no mês. O preço da cebola subiu 6,11%, e o café moído teve alta de 4,91%. Esses aumentos puxaram para cima o custo das refeições, especialmente em feiras livres e mercados da cidade.
Outros fatores também contribuíram para manter a inflação pressionada. A energia elétrica voltou a pesar no orçamento com a reativação da bandeira amarela, que encarece a conta de luz. Já os medicamentos continuam com preços elevados devido ao reajuste autorizado no fim de março — uma alta que ainda se reflete no índice deste mês.
Com isso, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio, abaixo dos 0,43% registrados na prévia de abril. Mesmo assim, o acumulado dos últimos 12 meses segue elevado: 5,40%, acima do teto da meta de inflação estipulada pelo governo federal, que é de 4,5%.
Para as famílias isabelenses, o cenário exige cautela. A desaceleração no ritmo de alta dos alimentos é um sinal positivo, mas a persistência de aumentos em itens essenciais, como a batata e a energia elétrica, impede um alívio mais significativo. Sem políticas públicas de contenção de preços e com os reajustes pontuais ainda pressionando o custo de vida, o impacto no orçamento das famílias continua sendo uma preocupação constante.
