Os juros do rotativo do cartão de crédito continuam entre os mais altos do país, mesmo após uma leve queda registrada em abril. A taxa média cobrada pelos bancos ficou em 443,3% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O recuo foi de apenas 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior.
O crédito rotativo é acionado quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura do cartão. Após 30 dias, os bancos são obrigados a transferir o saldo para a modalidade parcelada, com juros menores — mas ainda elevados. Em abril, a taxa do parcelado ficou em 178,9% ao ano.
Combinando as taxas do rotativo e do parcelado, o juro total do cartão de crédito subiu de 85,7% para 85,9% ao ano. Essas condições tornam o cartão a linha de crédito mais cara do mercado, representando risco de superendividamento para consumidores que não conseguem quitar o valor integral da fatura.
A segunda linha de crédito mais onerosa para o consumidor é o cheque especial, cuja taxa média em abril foi de 135,5% ao ano — aumento frente aos 132,2% registrados em março. Já o crédito consignado no setor privado, modalidade que desconta os valores diretamente na folha de pagamento, também seguiu em alta e chegou a 27,2% ao ano.
Em Santa Isabel, moradores que utilizam o cartão de crédito como ferramenta de compra e parcelamento devem ficar atentos às condições oferecidas pelas instituições financeiras. O endividamento em cenários de juros elevados pode comprometer parte significativa da renda mensal, especialmente sem planejamento financeiro.
O Banco Central orienta que consumidores evitem o uso do rotativo e busquem alternativas como o parcelamento com taxas menores ou a negociação direta com os bancos. É possível consultar gratuitamente informações sobre taxas e opções de crédito no site do BC e em plataformas de orientação financeira.
A manutenção de juros altos no país segue pressionando o orçamento familiar. A expectativa do mercado é que, caso a taxa básica de juros (Selic) volte a cair nos próximos meses, haja reflexo positivo também nas linhas de crédito ao consumidor.
