A crise no abastecimento de água em Santa Isabel voltou ao debate público com um requerimento apresentado pela vereadora Bruna Pati (União Brasil), durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (7). A parlamentar cobrou da Prefeitura informações detalhadas sobre o uso do caminhão-pipa, recurso emergencial adotado há anos para suprir regiões sem fornecimento regular de água.
O pedido, aprovado pelo plenário, exige que o Executivo informe o número de famílias atualmente dependentes do caminhão-pipa, a lista completa dos bairros atendidos e a identificação das três regiões com maior concentração de moradores que dependem do serviço.
Bruna Pati argumentou que a ausência de dados oficiais impede o Legislativo e a própria população de compreender a real dimensão da falta de abastecimento. “O caminhão-pipa é um serviço essencial para garantir o mínimo de dignidade às famílias que enfrentam dificuldades no abastecimento. Saber onde estão essas famílias e quantas são é fundamental para que possamos buscar soluções mais permanentes”, afirmou a vereadora.
A cobrança expõe um problema crônico: a dependência de medidas paliativas em vez de investimentos estruturais. Apesar de ser um serviço necessário, o caminhão-pipa não resolve a raiz do problema e revela a falta de planejamento para ampliar a rede de abastecimento na cidade.
O debate também joga luz sobre a transparência da administração municipal. Dados básicos, como quantidade de famílias atendidas e regiões críticas, não são de conhecimento público. A ausência dessas informações compromete a capacidade de fiscalização do Legislativo e a definição de políticas públicas mais consistentes.
A pressão da Câmara, liderada neste caso pela vereadora do União Brasil, aumenta o desgaste político em torno de um tema sensível: o acesso à água potável. Enquanto o Executivo se limita a ações emergenciais, moradores seguem enfrentando falhas recorrentes e imprevisíveis no abastecimento.
Agora, cabe à Prefeitura apresentar os números solicitados. A resposta deverá mostrar se a gestão municipal tem clareza sobre o tamanho da demanda ou se a dependência do caminhão-pipa é ainda maior do que se imagina.

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