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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Fiscalização embarga loteamento irregular em área de Mata Atlântica em Santa Isabel

Operação reuniu órgãos municipais e estaduais e apontou supressão irregular de vegetação nativa em área de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Fiscalização embarga loteamento irregular em área de Mata Atlântica em Santa Isabel
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A Prefeitura de Santa Isabel divulgou nesta quarta-feira (10) uma operação que resultou no embargo de um loteamento irregular instalado em uma área de Mata Atlântica no município.

A ação foi realizada na terça-feira (9) pelo Grupo de Fiscalização Integrada (GFI), força-tarefa composta por órgãos municipais e estaduais responsáveis pela fiscalização ambiental, urbanística e de defesa do território.

Segundo as informações divulgadas, a área investigada possui aproximadamente 1 milhão de metros quadrados. Os levantamentos apontam que cerca de 60% da vegetação nativa existente no local foi suprimida de forma considerada irregular pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.

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Participaram da operação representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Civil Municipal, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), da Defesa Civil, além das secretarias municipais de Planejamento e de Serviços Municipais.

De acordo com estimativas técnicas apresentadas pelos órgãos envolvidos, o desmatamento pode ter provocado a perda de aproximadamente 60 mil a 90 mil árvores nativas da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país.

Além da retirada da vegetação, a fiscalização apontou possíveis impactos sobre a fauna silvestre que utiliza a área como habitat, abrigo, alimentação e reprodução.

Especialistas destacam que áreas de Mata Atlântica desempenham papel importante na conservação dos recursos hídricos, na proteção do solo, na regulação climática e na manutenção da biodiversidade.

Como resultado da operação, os responsáveis pelo empreendimento foram autuados e o loteamento foi embargado. Isso significa que novas intervenções na área ficam impedidas até a conclusão dos procedimentos administrativos e ambientais.

Segundo a Prefeitura, além das penalidades previstas na legislação, os responsáveis deverão apresentar projetos de recuperação ambiental para recompor a vegetação suprimida e reparar os danos causados ao ecossistema.

A área seguirá sendo acompanhada pelos órgãos competentes, que irão fiscalizar o cumprimento das medidas determinadas e a execução das ações de recuperação ambiental.

O caso também reforça a atuação dos órgãos de fiscalização no combate ao parcelamento irregular do solo e à supressão não autorizada de vegetação nativa em áreas ambientalmente protegidas.

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