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Domingo, 14 de Dezembro 2025

Notícias/Mercado de Trabalho

Censo mostra que mulheres ainda ganham menos e trabalho segue informal em parte do país

Dados do Censo 2022 revelam que o mercado de trabalho brasileiro ainda tem grandes disparidades salariais e ocupacionais, refletindo também a realidade enfrentada por trabalhadores isabelenses

Censo mostra que mulheres ainda ganham menos e trabalho segue informal em parte do país
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o mercado de trabalho brasileiro continua marcado por desigualdades profundas. Embora os dados sejam nacionais, o cenário ajuda a compreender a dinâmica de emprego e renda em municípios como Santa Isabel, onde o setor de comércio e serviços concentra boa parte das oportunidades e os salários ainda refletem a desigualdade de gênero e instrução.

Segundo o levantamento, apenas 53,5% da população com 14 anos ou mais estava ocupada em 2022. O índice mostra um país ainda distante do pleno aproveitamento de sua força de trabalho, o que também se observa em cidades médias e pequenas da Região Metropolitana de São Paulo, onde o emprego formal avança lentamente.

O estudo revela que homens continuam mais inseridos no mercado de trabalho (62,9%) do que as mulheres (44,9%), um padrão que se repete em Santa Isabel, onde a predominância masculina é visível em setores como construção civil, transporte e manutenção. Já nas funções administrativas, no comércio e nos serviços de educação e saúde, as mulheres formam a maioria, mas com remuneração inferior.

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Entre os grupos de idade, a maior taxa de ocupação nacional foi registrada entre pessoas de 35 a 39 anos (72,8%), enquanto jovens de 14 a 17 anos e idosos acima de 65 anos apresentaram as menores taxas. Essa diferença etária é perceptível também na realidade isabelense, onde o primeiro emprego e a recolocação profissional após os 50 anos seguem como desafios persistentes.

O nível de escolaridade continua determinante para o acesso às melhores vagas. No país, 28,9% das mulheres ocupadas têm ensino superior completo, contra 17,3% dos homens. Ainda assim, a escolarização não garante equidade salarial: o rendimento médio masculino (R$ 3.115) supera em 24,3% o das mulheres (R$ 2.506), mesmo quando exercem funções de nível similar.

Em Santa Isabel, a diferença tende a ser ainda maior, já que grande parte das vagas locais é voltada a setores de menor exigência técnica, como comércio varejista, atendimento e transporte. O avanço da formação profissional e o incentivo a empreendimentos femininos aparecem como caminhos possíveis para reduzir o abismo de renda.

Outro dado relevante do Censo é que 35,3% dos trabalhadores brasileiros recebiam até um salário mínimo, enquanto apenas 7,6% tinham rendimentos superiores a cinco salários. A faixa intermediária, entre um e dois salários, concentra a maioria da população ocupada — reflexo de um mercado que valoriza pouco o trabalho de base. Em cidades como Santa Isabel, onde o custo de vida aumenta com a expansão urbana e a proximidade da capital, esse rendimento garante apenas o básico.

O levantamento também evidencia que 69,2% dos ocupados são empregados, sendo a maior parte com carteira assinada. No entanto, o emprego informal ainda tem peso expressivo, especialmente nas regiões periféricas e nas pequenas economias locais. Santa Isabel segue essa tendência: autônomos, diaristas e profissionais por conta própria compõem parcela significativa da população economicamente ativa.

A desigualdade de renda se expressa também no rendimento domiciliar per capita, que no Brasil foi de R$ 1.638 em 2022. Nas regiões Sul e Sudeste, o valor é mais alto, enquanto Norte e Nordeste concentram os menores índices. A Região Metropolitana de São Paulo, onde se insere Santa Isabel, registra médias próximas da nacional, mas com forte variação entre bairros e zonas rurais.

O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, ficou em 0,542, confirmando que o país ainda distribui mal sua riqueza. Santa Isabel, com economia baseada em pequenos negócios, servidores públicos e comércio local, sente os efeitos dessa concentração — sobretudo entre trabalhadores informais e famílias com baixa escolaridade.

Para especialistas, o retrato do Censo reforça a necessidade de políticas públicas locais voltadas à qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e formalização de trabalhadores autônomos. Medidas que possam reduzir o desequilíbrio entre homens e mulheres, elevar a renda média e criar oportunidades sustentáveis.

Enquanto o IBGE prepara os resultados definitivos por município, previstos para 2026, os números preliminares já deixam um recado claro: o Brasil ainda é um país desigual — e Santa Isabel não está fora dessa realidade.

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