A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter, no mês de julho, a bandeira vermelha patamar 1 nas contas de luz em todo o país. Com isso, consumidores de Santa Isabel seguem pagando uma cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a Aneel, o principal fator para a permanência da bandeira vermelha é o volume de chuvas abaixo da média histórica. Esse cenário afeta diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia no Brasil, e obriga o acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos operacionais mais elevados.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como uma forma de informar aos consumidores sobre os custos reais da geração de energia. A sinalização é dividida em cores e patamares: verde (sem acréscimo), amarela (custo moderado), vermelha patamar 1 e patamar 2 (custos mais elevados).
Desde junho, a bandeira vermelha já havia sido acionada, após 26 meses de vigência da bandeira verde. A mudança impacta diretamente o valor final das faturas, especialmente para consumidores residenciais e pequenos comércios em cidades como Santa Isabel, que dependem do fornecimento regular de energia elétrica.
A recomendação da agência é que, em momentos de cobrança extra, os consumidores adotem medidas de economia e uso consciente, como evitar desperdícios, priorizar aparelhos com selo de eficiência energética e reduzir o tempo de uso de equipamentos que consomem muita eletricidade.
A Aneel monitora mensalmente as condições climáticas e o nível de produção das usinas. A expectativa para os próximos meses depende da regularização do regime de chuvas e do comportamento da demanda energética no país. Enquanto isso, a conta de luz dos isabelenses seguirá mais cara em julho.
