A Prefeitura de Santa Isabel divulgou nesta segunda-feira (4) a continuidade das ações do Calendário Afrocentrado na Rede Municipal de Ensino durante o mês de agosto. Embora a divulgação tenha sido feita nesta segunda, o projeto é desenvolvido ao longo de todo o ano letivo e integra a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). O município não informou quando as atividades deste mês tiveram início em cada unidade escolar.
Na prática, a iniciativa busca ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira, promovendo uma educação baseada no respeito à diversidade, na valorização da cultura afro-brasileira e no combate ao racismo.
Ao longo de 2026, os alunos tiveram contato com a trajetória de importantes personalidades negras que marcaram a literatura, a ciência, a educação, o esporte e a cultura do país. Entre os nomes trabalhados estão Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Pixinguinha, André Rebouças, Sônia Guimarães, Luiz Gama, Gloria Gilmer, Machado de Assis, além das líderes históricas Dandara dos Palmares e Luiza Mahin.
Durante o mês de agosto, o calendário pedagógico destaca datas importantes relacionadas à igualdade racial, como o Dia Nacional da Capoeira e da Pessoa Capoeirista, celebrado em 3 de agosto; o aniversário de publicação da obra "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus, em 19 de agosto; e o Dia de Combate ao Racismo no Esporte, lembrado em 26 de agosto.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o conteúdo é desenvolvido por meio de diferentes atividades em sala de aula. Professores utilizam leituras, pesquisas, produção de textos, análise de imagens, vídeos, jogos educativos, brincadeiras e rodas de conversa para estimular a reflexão dos estudantes.
Para as famílias de Santa Isabel, o projeto representa uma oportunidade de ampliar o debate sobre respeito às diferenças desde os primeiros anos da vida escolar. Especialistas em educação apontam que o ensino da história e da cultura afro-brasileira contribui para reduzir preconceitos, fortalecer a representatividade e promover uma convivência mais respeitosa entre os estudantes.
As ações fazem parte da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), prevista na legislação brasileira, que incentiva o estudo da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas como instrumento de formação cidadã e valorização da diversidade.

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