Nesta segunda-feira, 27 de outubro, Santa Isabel celebra o aniversário de seu filho mais ilustre. Mauricio de Sousa, o artista que alfabetizou gerações e criou a turma mais famosa do Brasil, completa 90 anos. Nascido na cidade em 1935, o pai da Mônica é o personagem principal de uma série de homenagens que tomam conta do cenário cultural do país.
A trajetória do menino que nunca parou de desenhar, e que de Santa Isabel partiu para conquistar o Brasil, agora ganha as telas. A primeira grande homenagem é a cinebiografia Mauricio de Sousa – O Filme, apresentada em sessão especial na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo na última semana.
No longa, Mauricio é interpretado por seu próprio filho, Mauro Sousa, que estreia nos cinemas. “Tive essa honra de interpretá-lo nos cinemas”, contou Mauro ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil. “Eu diria que esta foi, com certeza, a experiência mais intensa, emocionante e inesquecível da minha vida. E desafiadora também, afinal de contas estou interpretando meu pai no cinema, que é um ícone, um patrimônio cultural brasileiro”.
Além da exibição do filme, a Mostra de Cinema de São Paulo concedeu a Mauricio de Sousa o prêmio Leon Cakoff, um reconhecimento ao seu trabalho e celebração de seu aniversário.
As homenagens seguem nas livrarias. O jornalista Sidney Gusman, editor da MSP Estúdios, anunciou o lançamento do livro-coletânea MSP90. A obra, que já está à venda, reúne 90 quadrinistas de todo o Brasil para celebrar o autor.
“Resolvi fazer um livro com 90 autores. Saiu agora em outubro, para o aniversário dele”, explicou Gusman. “São autores de todos os gêneros que você imaginar [...]. Acho que esse é o troféu que ele vai carregar para sempre, o legado que ele trouxe não só no apoio à leitura, mas também para a formação de tantos quadrinistas no Brasil”.
Uma das convidadas para o especial MSP90 foi a ilustradora Helô D’Angelo. “Como sempre quis trabalhar com quadrinhos, eu acho que o Mauricio de Sousa era um horizonte para mim”, disse ela à TV Brasil.
Para Helô, a diversidade de artistas no livro reflete algo que o próprio Mauricio sempre buscou. “A Mônica é uma menina super forte, a dona da rua, que batia nos meninos. Até a [criação da] Mônica, a gente não tinha uma representação de uma menina assim”, analisou. “Antes, a menina tinha que ser doce, delicada. E a Mônica não é nada disso. [...] Isso é muito revolucionário”.

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