A indústria brasileira de motocicletas alcançou o melhor desempenho para um primeiro semestre em 15 anos. Entre janeiro e junho de 2026, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 1.063.397 motocicletas, volume 6,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
O mercado também bateu recorde de vendas. Nos seis primeiros meses do ano, foram emplacadas 1.174.344 motocicletas em todo o país, crescimento de 14,1% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. É o maior número de licenciamentos já registrado para esse período.
Para quem mora em Santa Isabel, os números refletem um mercado mais aquecido e podem representar maior oferta de modelos nas concessionárias, além de condições comerciais mais competitivas. A motocicleta continua sendo uma alternativa importante para trabalhadores que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho ou para deslocamentos diários até municípios vizinhos.
Apesar do resultado positivo no acumulado do semestre, a produção perdeu ritmo em junho. No mês, foram fabricadas 130.875 motocicletas, uma queda de 15,1% em relação a junho de 2025 e de 29,9% na comparação com maio deste ano.
Segundo a Abraciclo, essa redução já era esperada, uma vez que as fabricantes programaram férias coletivas para os funcionários durante o período. As paralisações também foram aproveitadas para realizar manutenção das linhas de produção e atualização dos processos industriais.
Nas vendas, porém, o desempenho permaneceu positivo. Somente em junho foram emplacadas 194.249 motocicletas, alta de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Em comparação com maio, houve uma pequena retração de 1,8%. Considerando os 21 dias úteis do mês, a média foi de 9.250 motos licenciadas por dia.
Entre os modelos produzidos, as motocicletas da categoria Street continuam liderando o mercado, com 543.638 unidades fabricadas, o equivalente a 51,1% de toda a produção nacional. Na sequência aparecem as motos Trail, com participação de 20%, e as motonetas, responsáveis por 12,9% do total.
O levantamento também mostra crescimento expressivo das motocicletas de alta cilindrada. A produção desse segmento chegou a 32.285 unidades no primeiro semestre, avanço de 37,2% em relação ao mesmo período de 2025. Já as motos de média cilindrada somaram 199.899 unidades, enquanto os modelos de baixa cilindrada permaneceram predominantes, com 831.213 motocicletas produzidas, correspondendo a 78,2% do total.
As exportações também apresentaram crescimento. Entre janeiro e junho, as fabricantes embarcaram 24.084 motocicletas para o mercado internacional, alta de 29,4% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Somente em junho foram exportadas 4.990 unidades, crescimento de 62,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Para especialistas do setor, os resultados demonstram que a motocicleta continua ganhando espaço como meio de transporte e instrumento de trabalho no Brasil, impulsionando investimentos da indústria e ampliando a oferta de modelos para os consumidores.

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