Nesta terça-feira (13), Santa Isabel sediou a II Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial, realizada na Câmara Municipal entre 10h e 17h. Com o tema “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial”, o encontro seguiu as diretrizes da V Conferência Nacional e reuniu autoridades, lideranças sociais, educadores e representantes da sociedade civil.
Organizado pelo Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra Isabelense (COMUNI), o evento teve por objetivo debater políticas públicas de combate ao racismo, fortalecer ações afirmativas e garantir a participação de comunidades negras e tradicionais nas decisões locais.
A abertura da conferência foi conduzida por Cynthia Maria, presidente do COMUNI, que destacou a importância de discutir o racismo estrutural e as desigualdades raciais no município. Também participaram da mesa o prefeito Dr. Carlos Chinchila, o secretário de Arte e Cultura Emerson Bicudo e a professora e historiadora Sandra Santos.
Entre os destaques da programação, a educação foi apontada como instrumento essencial na promoção da igualdade racial e no enfrentamento à intolerância religiosa. A plenária reuniu sugestões para a construção de políticas públicas voltadas à inclusão social e à valorização da diversidade étnico-racial em Santa Isabel.
Durante o evento, foram definidos os seguintes objetivos:
-
Implementar políticas públicas inclusivas para populações negras, indígenas, quilombolas, ciganas e comunidades tradicionais de matriz africana;
-
Fortalecer e descentralizar as ações afirmativas no âmbito municipal;
-
Desenvolver mecanismos e estratégias de enfrentamento ao racismo;
-
Aperfeiçoar instrumentos legais e administrativos para garantir a execução das políticas de igualdade racial.
A conferência foi aberta ao público e incentivou a participação ativa dos moradores, que contribuíram com propostas nos grupos temáticos e na eleição dos delegados que representarão Santa Isabel nas próximas etapas do processo nacional.
Realizada no dia 13 de maio — data que marca a abolição formal da escravidão no Brasil —, a conferência também promoveu reflexões sobre reparação histórica e justiça racial, com base no Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010).
O encontro reforçou a importância da atuação conjunta entre o poder público e a sociedade civil na construção de uma cidade mais justa, plural e comprometida com os direitos humanos.
