Mais do que números em planilhas do governo, um montante de R$ 42,56 milhões transferido pela União, no acumulado deste ano até agosto, se traduz em segurança alimentar e renda mínima para uma parcela expressiva da população de Santa Isabel. A verba, distribuída por meio de programas sociais federais, alcança um universo de aproximadamente 4.100 famílias e beneficiários individuais, formando uma rede de proteção social indispensável no município.
O principal programa em alcance e volume de recursos é o Novo Bolsa Família. Apurações em dados públicos recentes indicam que cerca de 2.900 famílias na cidade estão inseridas no programa, que tem por objetivo garantir uma renda complementar para lares em situação de pobreza e extrema pobreza. Com um valor médio de benefício que gira em torno de R$ 685, o auxílio é fundamental para cobrir despesas básicas como alimentação, gás de cozinha e outras necessidades essenciais. O número de famílias atendidas representa uma fatia considerável da população local, estimada em pouco mais de 54 mil habitantes.
Outro pilar desta rede de proteção é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que assegura o valor de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. Em Santa Isabel, aproximadamente 1.200 cidadãos recebem o BPC, que para muitos é a única fonte de renda, garantindo autonomia e dignidade.
Além dos dois programas de maior capilaridade, o valor total de R$ 42,56 milhões inclui também auxílios mais específicos, como o Seguro Defeso, destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida, e o programa Pé-de-Meia, uma iniciativa recente de incentivo financeiro para a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio.
O impacto desses recursos transcende o núcleo familiar. O dinheiro, ao ser utilizado pelos beneficiários, é injetado diretamente na economia de Santa Isabel, fortalecendo o comércio local. Mercados, farmácias, padarias e pequenos estabelecimentos comerciais sentem o efeito direto dessa circulação de capital, o que evidencia a dupla função dos programas: amparo social e estímulo econômico.

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