A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou um pacote de medidas que prevê aumento salarial de 10% para policiais civis, militares e técnico-científicos, além de mudanças nas regras de progressão de carreira.
O reajuste é linear, ou seja, aplicado de forma igual para todas as categorias, e ainda depende de sanção do governador para entrar em vigor.
Além do aumento, o projeto traz alterações na estrutura de carreira, com novas regras que facilitam promoções e tornam a progressão mais previsível ao longo do tempo.
Na prática, isso pode impactar diretamente a organização das forças de segurança no estado, inclusive em cidades como Santa Isabel, que dependem do efetivo estadual para policiamento ostensivo e investigação.
Entre as mudanças, estão ajustes no modelo de evolução profissional, que passam a considerar critérios como tempo de serviço, desempenho e formação, além da possibilidade de avanço mais rápido na carreira em comparação ao modelo atual.
Na Polícia Militar, por exemplo, a proposta prevê a promoção de mais de 10 mil soldados já em 2026, o que pode alterar a distribuição de funções dentro da corporação.
O impacto financeiro também é relevante. Estimativas apontam que o reajuste pode gerar custo de cerca de R$ 1 bilhão já no primeiro ano, com efeito ampliado nos anos seguintes.
Para a população, o tema vai além do salário dos policiais. Mudanças na carreira e na remuneração podem influenciar diretamente a capacidade de retenção de profissionais, o funcionamento das corporações e, consequentemente, a qualidade do serviço prestado.
O projeto foi aprovado em meio a pressões por valorização da categoria e discussões sobre estrutura e condições de trabalho na segurança pública paulista.

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