O Brasil reaproveita apenas 1,3% dos materiais que consome internamente, segundo relatório internacional divulgado nesta semana. Os dados fazem parte do Circularity Gap Report, produzido pela organização Circular Economy em parceria com a consultoria Deloitte. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
Na prática, o estudo mostra que 98,7% dos recursos utilizados no país acabam descartados após o consumo, sem reaproveitamento dentro da chamada economia circular.
A economia circular é um modelo que busca reduzir desperdícios por meio de reciclagem, reutilização e reaproveitamento de materiais.
Segundo o relatório, o índice brasileiro é muito inferior à média global de reaproveitamento, atualmente estimada em 6,9%.
Outro dado apontado pelo estudo é que o Brasil extraiu 5,2 bilhões de toneladas de matéria-prima em 2023, sendo grande parte ligada à mineração, agropecuária e construção civil.
Entre os principais problemas identificados estão:
📌 baixa reciclagem
📌 descarte inadequado de resíduos
📌 excesso de extração de recursos naturais
📌 pouco reaproveitamento industrial
Segundo a Folha, apenas 7,2% dos resíduos gerados no país foram reciclados em 2023.
Já cerca de 43% tiveram destinação considerada inadequada, incluindo lixões e descarte irregular.
Especialistas ouvidos pelo estudo afirmam que o modelo econômico brasileiro ainda funciona de maneira linear: extrair, produzir, consumir e descartar.
Na avaliação da Deloitte Brasil, o problema vai além do comportamento individual e está ligado à própria estrutura econômica do país.
Outro ponto importante é o impacto ambiental.
O relatório aponta que cada brasileiro consome, em média, 19,8 toneladas de recursos naturais por ano — mais que o dobro do nível considerado sustentável.
Além do impacto ambiental, especialistas alertam para efeitos econômicos e urbanos ligados ao excesso de resíduos e à baixa reciclagem.
Para cidades como Santa Isabel, o tema envolve questões relacionadas à coleta seletiva, descarte irregular, preservação ambiental e gestão do lixo urbano.
O estudo também aponta que apenas 5,2% dos empregos brasileiros estão ligados à chamada economia circular.
Mais do que uma questão ambiental, o debate envolve consumo, reaproveitamento de materiais e sustentabilidade econômica no longo prazo.

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