A consolidação das instituições financeiras e do comércio digital no país impulsionou um dos crimes mais tradicionais: golpes com documentos de terceiros. De 2022 a 2025, as tentativas de fraude documental no Brasil mais do que dobraram, atingindo a população de Santa Isabel, que se encontra vulnerável à subtração de dados em plataformas virtuais.
O aumento é acentuado. Um levantamento da empresa especializada em verificação de documentos Caf aponta que o número de tentativas saltou de 19 mil em 2022 para mais de 51 mil no acumulado de 2025, refletindo uma escalada contínua do problema.
A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é um dos documentos preferidos dos fraudadores, com a incidência de golpes envolvendo sua adulteração crescendo de 8% para 14% no período analisado.
O crescimento do crime se deve à facilidade com que criminosos conseguem utilizar identidades roubadas para abrir contas bancárias, obter crédito consignado não autorizado (golpe que atinge aposentados) ou realizar compras em nome das vítimas.
Mecanismos de Defesa e Prevenção
Para combater a onda de fraudes, empresas e instituições financeiras têm investido em tecnologia, como a Documentoscopia, que combina sistemas de inteligência artificial com análise humana para identificar sinais de adulteração digital.
No entanto, a defesa mais eficiente ainda é a prevenção individual. A Polícia Federal e especialistas em segurança alertam que o primeiro passo para evitar o golpe está na cautela ao compartilhar dados pessoais.
Aos moradores de Santa Isabel, a recomendação é redobrar a atenção:
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Evitar enviar fotos de documentos (RG, CNH) por aplicativos de mensagem ou redes sociais.
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Desconfiar de qualquer solicitação de dados feita por telefone ou e-mail que não possa ser confirmada em canais oficiais (como o portal Gov.br ou a agência bancária presencialmente).
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Usar sistemas de biometria facial ou digital sempre que possível, pois são mecanismos que dificultam a clonagem de identidade.

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