Santa Isabel precisa ficar atenta ao avanço da febre de oropouche e da dengue no estado de São Paulo. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), já foram registrados 44 casos de febre de oropouche em 2025, concentrados na região de Registro (com municípios como Cajati, Juquiá, Miracatu, Eldorado, Pedro de Toledo, Itariri e Sete Barras) e no litoral Norte, em Ubatuba. Uma morte está em investigação.
No ano passado, foram oito casos da febre, todos no Vale do Ribeira, sem registros de óbitos. A doença é causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. O vírus também pode ser transmitido pelo mosquito Culex quinquefasciatus, o pernilongo comum nas áreas urbanas.
Os sintomas da febre de oropouche são semelhantes aos da dengue: dor intensa de cabeça, dores musculares, náuseas, diarreia, tontura, dor atrás dos olhos e calafrios.
Além da febre de oropouche, a dengue também preocupa. Na capital paulista, já são 46.774 casos em 2025, com 14 mortes confirmadas. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informa que mantém monitoramento constante e realiza ações intensivas de combate ao mosquito transmissor, como visitas domiciliares, nebulizações, bloqueio de criadouros e campanhas de conscientização.
Em maio, mais de 93 mil imóveis foram vistoriados e mais de 6.200 quarteirões receberam nebulização, especialmente nos distritos com maior incidência da doença.
Diante dessa situação, as autoridades recomendam à população de Santa Isabel e região que redobrem os cuidados para eliminar criadouros de mosquitos, usem repelentes e mantenham ambientes limpos para evitar a proliferação dos insetos transmissores dessas doenças.
