Com os termômetros registrando temperaturas elevadas neste verão, a rotina dos moradores de Santa Isabel não é a única que precisa de adaptações. Cães e gatos, biologicamente menos eficientes na regulação térmica do que os humanos, tornaram-se o foco de alertas veterinários na região. A exposição ao sol forte e ao calor excessivo pode levar a quadros graves de hipertermia e desidratação, muitas vezes imperceptíveis até que o animal apresente sintomas críticos.
Diferente das pessoas, que transpiram por todo o corpo para resfriar o organismo, os animais dependem majoritariamente da respiração (a troca de ar quente por frio) para controlar a temperatura. Quando o calor ambiente supera a capacidade do corpo de se resfriar, o risco de insolação torna-se iminente.
O perigo mora no asfalto
Um dos erros mais comuns cometidos por tutores é subestimar a temperatura do solo. Em dias de sol intenso, o asfalto e as calçadas de cimento podem atingir temperaturas muito superiores à do ar, causando queimaduras graves nas "almofadinhas" das patas (coxins).
A recomendação técnica é clara: evitar passeios entre 10h e 16h. Antes de sair, vale a "regra dos cinco segundos": se o tutor não conseguir manter a palma da mão no chão por esse tempo devido ao calor, o solo também não é seguro para o animal.
Atenção às raças de focinho curto
O alerta é ainda mais rigoroso para tutores de raças braquicefálicas, como Pugs, Bulldogs (Francês e Inglês), Shih Tzus e Boxers. Devido à anatomia do crânio, esses animais possuem vias aéreas encurtadas, o que dificulta a respiração e, consequentemente, a troca de calor. Para eles, ambientes ventilados, sombreados e o uso de toalhas úmidas ou tapetes gelados são essenciais para evitar o colapso respiratório.
Hidratação e Alimentação
Manter a água sempre fresca e disponível em abundância é a regra básica de sobrevivência. Em dias muito quentes, recomenda-se espalhar mais potes pela casa. A alimentação também exige ajustes: refeições devem ser oferecidas nos horários mais frescos do dia (manhã cedo ou noite) e em porções controladas para evitar congestão ou mal-estar digestivo.
Sinais de emergência
Identificar o problema rapidamente pode salvar a vida do animal. Os sinais de que o pet está sofrendo com o calor incluem:
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Respiração excessivamente ofegante e rápida;
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Salivação espessa ou excessiva;
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Gengivas e língua muito vermelhas ou arroxeadas;
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Letargia, fraqueza ou dificuldade de se mover;
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Vômitos e tremores.
Ao notar qualquer um desses sintomas, a orientação é tentar resfriar o animal gradualmente — nunca com água gelada de uma vez, para evitar choque térmico — e procurar atendimento veterinário imediato.

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