Mesmo em meio a um cenário internacional de guerra e incertezas econômicas, a economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A estimativa considera os impactos do conflito iniciado no fim de fevereiro entre Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou o preço internacional do petróleo e aumentou a instabilidade global. Ainda assim, o instituto avalia que há “motivos para moderado otimismo” no desempenho da economia brasileira.
Na prática, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) — que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — é sustentado principalmente pelo consumo das famílias. O aumento real do salário mínimo e a maior oferta de crédito têm impulsionado esse movimento, mantendo a atividade econômica aquecida.
Outro fator que contribui para a projeção positiva é o volume de crédito disponível, que favorece investimentos privados e amplia a circulação de dinheiro na economia.
Além disso, o cenário fiscal também entra na conta. O Ipea aponta que a política econômica atual combina aumento de gastos sociais com crescimento das receitas públicas, o que ajuda a sustentar a atividade econômica mesmo diante das pressões externas.
No comércio internacional, apesar das tensões, a expectativa é de continuidade do crescimento global, impulsionado por investimentos em tecnologia e pelo aumento de gastos relacionados ao cenário geopolítico.
Para o dia a dia da população, o crescimento do PIB costuma refletir em maior geração de emprego, renda e consumo. Ainda que o avanço de 1,8% seja considerado moderado, ele indica que a economia segue em expansão, mesmo diante de um cenário externo adverso.
A projeção do Ipea também aponta crescimento de 2% para 2027, mantendo uma trajetória de avanço gradual da economia brasileira nos próximos anos.
Fonte: Agência Brasil

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