Um estudo nacional sobre segurança viária acendeu um alerta para municípios cortados por rodovias e vias de pista simples, como Santa Isabel, ao apontar que esse tipo de via concentra os acidentes de trânsito mais graves registrados no país.
A pesquisa analisou dados de ocorrências em rodovias federais e estaduais e identificou que colisões em pistas simples apresentam maior índice de mortes e feridos graves quando comparadas a vias duplicadas. Entre os fatores associados estão ultrapassagens em faixa contínua, colisões frontais e menor margem de escape para motoristas.
Em Santa Isabel, o tema ganha relevância diante da presença de trechos urbanos e rodoviários de pista simples que conectam a cidade a municípios vizinhos e concentram fluxo diário de veículos leves, caminhões e motocicletas. Em horários de pico, esses corredores viários acumulam tráfego intenso e disputas por espaço, cenário apontado por especialistas como de maior risco.
O estudo também indica que, mesmo com limites de velocidade semelhantes, vias simples tendem a registrar acidentes mais severos por não contarem com separação física entre sentidos opostos. A ausência de barreiras, aliada à combinação de velocidade e imprudência, eleva a chance de colisões frontais, consideradas as mais letais no trânsito.
Outro ponto destacado é o perfil das vítimas. Os dados mostram que motociclistas e ocupantes de veículos de passeio estão entre os mais afetados, especialmente em áreas onde a pista simples atravessa zonas urbanas, com acessos diretos, travessias e conversões frequentes.
Para Santa Isabel, o levantamento reforça a importância de medidas de prevenção em trechos críticos, como sinalização adequada, fiscalização de velocidade, controle de ultrapassagens e planejamento urbano que reduza conflitos entre tráfego local e de passagem. Especialistas ouvidos no estudo destacam que intervenções relativamente simples podem reduzir a gravidade dos acidentes, mesmo sem grandes obras de duplicação.
O estudo não individualiza cidades, mas os padrões observados no país dialogam diretamente com a realidade de municípios de médio porte, onde vias simples acumulam funções de rodovia e avenida urbana, ampliando o risco para motoristas, pedestres e moradores do entorno.

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