Um estudo citado no artigo “Número de passos e mortalidade” do médico Drauzio Varella mostra que caminhar diariamente está fortemente associado à redução do risco de morte e de doenças cardiovasculares, mesmo que a intensidade seja moderada. A análise, publicada em revista científica internacional e comentada na coluna de saúde, acompanhou mais de 13 mil mulheres com média de 71,8 anos por cerca de 11 anos, monitorando o número de passos dados por elas e os desfechos de saúde ao longo do tempo.
Os dados indicam que participantes que deram mais de 4 mil passos num único dia por semana apresentaram mortalidade geral até 26% menor em comparação com aquelas que foram sedentárias, sem atividade física. Quando esse número de passos foi alcançado em três ou mais dias da semana, a redução no risco de morte chegou a cerca de 40% ao longo do período de acompanhamento.
O estudo também mostrou que caminhar mais de 4 mil passos pelo menos uma vez por semana já está relacionado a uma redução de cerca de 27% no risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Nos grupos que deram 5 mil, 6 mil ou 7 mil passos por dia, os benefícios continuaram presentes, embora com ganhos adicionais mais modestos.
Os pesquisadores destacam que a associação entre número de passos e saúde parece estar mais ligada à quantidade total de passos do que à frequência com que eles são realizados durante a semana. Por exemplo, dar 10 mil passos em um único dia pode oferecer benefícios similares a dar 2,5 mil passos em quatro dias da semana.
O artigo ressalta que, ainda que o estudo tenha limitações, como a análise focada em mulheres mais velhas e a coleta de passos apenas por uma semana, a mensagem central é clara: qualquer caminhada é melhor do que nenhuma. Mesmo níveis modestos de atividade física podem trazer benefícios significativos à saúde, reduzindo tanto a mortalidade geral quanto os riscos de doenças cardiovasculares.
Esse tipo de evidência reforça orientações gerais de saúde pública que incentivam a prática regular de atividades físicas, como caminhar, para melhorar a qualidade de vida e fortalecer a saúde do coração ao longo da vida.

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