Considerada uma das doenças hepáticas mais comuns da atualidade, a gordura no fígado — conhecida pelos médicos como esteatose hepática — costuma evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, só é descoberta durante exames de rotina.
Segundo especialistas citados em reportagem publicada pelo UOL VivaBem, o acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado pode permanecer sem sintomas por anos, dificultando o diagnóstico precoce e aumentando o risco de complicações futuras.
A condição está frequentemente associada ao excesso de peso, obesidade, diabetes tipo 2, colesterol elevado, sedentarismo e alimentação rica em alimentos ultraprocessados. Quando não identificada e controlada, pode evoluir para inflamação hepática, fibrose, cirrose e até câncer de fígado.
De acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL VivaBem, alguns sinais podem surgir gradualmente e muitas vezes são atribuídos ao cansaço do dia a dia ou a outros problemas de saúde.
O primeiro deles é a fadiga persistente. Pessoas com gordura no fígado podem apresentar sensação constante de cansaço, falta de energia e redução do rendimento nas atividades diárias, mesmo após períodos adequados de descanso.
Outro sintoma frequentemente relatado é o desconforto abdominal na região superior direita do abdômen, local onde está localizado o fígado. Embora geralmente não provoque dor intensa, a sensação de peso ou incômodo pode servir como sinal de alerta.
Alterações metabólicas também podem indicar a presença da doença. Segundo o UOL VivaBem, muitas pessoas recebem o diagnóstico após exames apontarem aumento dos níveis de glicose, colesterol ou triglicerídeos, condições frequentemente associadas à esteatose hepática.
A dificuldade para perder peso ou o aumento progressivo da gordura abdominal também merecem atenção. O excesso de gordura visceral está entre os principais fatores relacionados ao desenvolvimento da doença hepática gordurosa.
Outro sinal citado pelos especialistas é a alteração dos exames de sangue que avaliam a função do fígado. Em muitos casos, o aumento das enzimas hepáticas é o primeiro indício detectado durante consultas médicas de rotina.
Embora esses sinais possam estar relacionados a outras condições de saúde, médicos alertam que a presença de um ou mais fatores de risco deve motivar uma avaliação profissional.
O diagnóstico normalmente é realizado por meio de exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia abdominal, que permitem identificar o acúmulo de gordura no órgão e avaliar possíveis alterações estruturais.
A boa notícia é que, principalmente nas fases iniciais, a gordura no fígado pode regredir com mudanças de hábitos. Segundo especialistas citados pelo UOL VivaBem, perda de peso, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e controle de doenças metabólicas costumam apresentar bons resultados na redução da gordura hepática.
Para moradores de Santa Isabel e região, o alerta ganha importância diante do aumento dos casos de obesidade, diabetes e sedentarismo observados em todo o país. Como a doença costuma não apresentar sintomas evidentes, consultas regulares e exames preventivos continuam sendo as principais ferramentas para o diagnóstico precoce.
Segundo informações publicadas pelo UOL VivaBem, identificar os sinais precocemente pode evitar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações graves no futuro.

Comentários: