O transporte seguro de crianças voltou a ser tema de destaque e merece atenção também em Santa Isabel. Estudos apresentados no 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, realizado em Salvador, indicam que a posição mais segura para os pequenos dentro do carro é o meio do banco traseiro. A prática pode reduzir em 24% o risco de lesões em caso de acidentes, desde que seja utilizado o dispositivo de retenção adequado à idade.
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), não há diferença significativa de risco entre os lados direito e esquerdo do banco traseiro. O fator decisivo é a escolha correta do assento infantil ou do cinto apropriado, que pode diminuir em até 60% as chances de morte em colisões.
As orientações seguem as regras já conhecidas: crianças só podem ocupar o banco dianteiro a partir dos 10 anos ou quando atingirem 1,45 metro de altura, momento em que não precisam mais de assentos de retenção. As exceções são para veículos que só possuem bancos dianteiros ou quando todos os lugares traseiros já estão ocupados por outras crianças. Nessas situações, o uso do dispositivo apropriado é obrigatório, o airbag deve ser desativado e o banco recuado ao máximo.
Em casos de quatro crianças no mesmo veículo, a mais alta — e não necessariamente a mais velha — deve ocupar o banco dianteiro. Já em carros fabricados antes de 1988, quando ainda não havia a obrigatoriedade do cinto de três pontos nos assentos traseiros, a orientação é utilizar o banco da frente com o dispositivo correto, também com o airbag desligado e o banco ajustado para trás.
As recomendações funcionam como alerta para famílias isabelenses, principalmente diante do aumento de circulação nas estradas da região e do intenso tráfego urbano. Garantir a segurança no transporte é mais que um cuidado: é uma responsabilidade de motoristas e pais.
