Neymar está oficialmente na lista de convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O atacante do Santos garantiu presença no grupo escolhido por Carlo Ancelotti após um período de recuperação física, sequência de jogos e melhora de desempenho nos últimos meses.
A convocação encerra meses de dúvidas sobre a condição física do jogador, que vinha enfrentando dificuldades após a grave lesão sofrida no joelho em 2023. Segundo Carlo Ancelotti, a principal avaliação feita pela comissão técnica envolvia justamente a parte física e a capacidade de Neymar suportar sequência de jogos em alto nível.
Nos últimos meses, o camisa 10 conseguiu retomar ritmo atuando pelo Santos. De acordo com dados publicados pelo UOL, Neymar participou de 12 partidas recentes, marcou quatro gols e deu três assistências, desempenho considerado suficiente para convencer o treinador italiano.
Durante entrevista após a convocação, Ancelotti afirmou que Neymar ainda possui margem para melhorar fisicamente até a estreia da Copa, mas destacou experiência, liderança e influência positiva dentro do elenco.
Na prática, a presença do atacante representa:
• retorno do principal nome técnico da geração brasileira
• experiência em competições internacionais
• liderança dentro do elenco
• aposta em recuperação física gradual até o Mundial
A convocação também mantém Neymar como único remanescente da chamada “geração do 7 a 1” ainda presente em Copas do Mundo pela Seleção Brasileira.
A edição de 2026 será a quarta Copa do Mundo do atacante.
Até hoje, Neymar soma:
⚽ 8 gols em Copas
🎯 4 assistências
🇧🇷 13 partidas em Mundiais
Outro ponto importante é que a convocação dividiu opiniões entre torcedores e comentaristas esportivos.
Parte da imprensa defende que a experiência do jogador ainda pode ser decisiva em jogos grandes, enquanto críticos questionam condição física e regularidade após seguidas lesões.
Mesmo assim, Carlo Ancelotti deixou claro que a escolha não ocorreu por pressão popular, mas por avaliação técnica e física feita pela comissão da Seleção.
Além de Neymar, a convocação brasileira manteve nomes como Vinicius Jr., Raphinha, Casemiro, Bruno Guimarães e Endrick entre os escolhidos para o Mundial.
A convocação ficou dividida assim:
Goleiros:
Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio).
Laterais:
Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit) e Wesley (Roma).
Zagueiros:
Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo) e Marquinhos (PSG).
Meio-campistas:
Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).
Atacantes:
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Jr. (Real Madrid).
Segundo a Reuters, Ancelotti afirmou que a escolha de Neymar foi baseada em condição física e forma recente, não em sentimentalismo. O treinador também destacou que experiência e capacidade de decisão pesaram na montagem do grupo.
A lista mostra uma Seleção com mistura de experiência e renovação. Jogadores como Neymar, Casemiro, Marquinhos e Alisson chegam com rodagem internacional, enquanto nomes como Endrick, Rayan e Igor Thiago aparecem como alternativas ofensivas para o futuro imediato.
Antes da estreia na Copa, a Seleção se apresenta na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 27. O Brasil ainda fará amistoso contra o Panamá, no Maracanã, em 31 de maio, e depois enfrenta o Egito, em Cleveland, no dia 6 de junho.
A estreia brasileira no Mundial será em 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil também enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos.
Mais do que o retorno de Neymar, a convocação indica a primeira Copa da Seleção sob comando de Carlo Ancelotti e define o grupo que tentará encerrar o jejum brasileiro de títulos mundiais.

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