O Ibovespa encerrou outubro com queda de 9,88%, aos 167.921,80 pontos, no pior resultado mensal desde junho de 2022. O dólar comercial acumulou alta de 5,22% no período e terminou esta sexta-feira (30 de outubro) cotado a R$ 5,444, segundo o UOL.
O fechamento negativo ocorreu após uma mudança nas posições dos investidores ao longo do mês. As apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) deram lugar a uma reorganização das carteiras depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
ÚLTIMA SEMANA CONCENTROU AS PERDAS
Em cinco pregões, o Ibovespa recuou 18,12%, sua maior perda semanal desde março de 2020. O dólar subiu 9,04% na semana, avanço que não era registrado desde outubro de 2008.
A queda semanal foi maior que a mensal porque a Bolsa havia acumulado ganhos anteriormente. O saldo de outubro considera tanto a valorização inicial quanto a reversão dos últimos dias.
EXPECTATIVAS SOBRE A ECONOMIA
Analistas ouvidos nas reportagens relacionam o movimento à revisão das apostas eleitorais e às dúvidas sobre a futura equipe econômica e a condução das contas públicas.
O ambiente internacional também trouxe pressão, com petróleo elevado, juros nos Estados Unidos e cautela em relação aos investimentos em inteligência artificial.
Na sessão desta sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,75%, enquanto o dólar à vista avançou 1,05%, a R$ 5,4443, conforme o Money Times.
OS NÚMEROS DO FECHAMENTO
Ibovespa
- No dia: queda de 0,75%;
- Na semana: queda de 18,12%;
- Em outubro: queda de 9,88%;
- Fechamento: 167.921,80 pontos.
Dólar
- Comercial: R$ 5,444, com alta mensal de 5,22%, segundo o UOL;
- À vista: R$ 5,4443, com alta mensal de 5,20%, segundo o Money Times.
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