O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,48% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado acumulado em 12 meses é de 5,32%. Para famílias de Santa Isabel, o impacto mais imediato vem da conta de luz, que subiu após o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, e do vestuário, com destaque para roupas femininas e calçados.
O grupo Habitação apresentou alta de 3,31% e foi o principal responsável pelo avanço da inflação. Já Saúde e cuidados pessoais tiveram variação de 0,36%, influenciada pelo reajuste dos planos de saúde. Em Despesas pessoais (0,20%) e Educação (0,03%), o aumento foi mais moderado.
Na contramão, Alimentação e bebidas registraram queda de 0,35%, quarta retração seguida, puxada por itens como tomate, cebola, arroz e café moído. Transportes também recuaram 0,25%, influenciados por passagens aéreas, combustíveis e seguro de veículos. Artigos de residência (-0,16%) e Comunicação (-0,08%) também contribuíram para aliviar a pressão.
No recorte regional, todas as 11 áreas pesquisadas registraram aumento em setembro. Recife teve a maior variação (0,80%), influenciada pela energia elétrica residencial e gasolina. Goiânia ficou com o menor resultado (0,10%), graças à queda nos preços da gasolina e do tomate. Em São Paulo, região de maior peso na pesquisa e referência para Santa Isabel, a inflação ficou em 0,60% no mês.
Mesmo com a queda nos alimentos, o aumento da energia elétrica tende a pesar mais no orçamento das famílias isabelenses, especialmente em um cenário de renda apertada e consumo básico elevado. O avanço da inflação reforça a necessidade de atenção ao planejamento financeiro doméstico e alerta para a pressão sobre serviços e comércio na cidade.
