Ter pedras nos rins não depende apenas da alimentação ou da quantidade de água consumida. Embora esses fatores sejam importantes, especialistas afirmam que a formação dos chamados cálculos renais resulta da combinação de predisposição genética, condições de saúde, hábitos de vida e fatores ambientais.
Segundo reportagem publicada pelo VivaBem, algumas pessoas apresentam um risco naturalmente maior de desenvolver a doença devido à forma como o organismo processa determinadas substâncias presentes na urina. Quando minerais e sais ficam concentrados, eles podem se cristalizar e formar os cálculos.
De acordo com os especialistas consultados pela publicação, a predisposição genética está entre os principais fatores de risco. Pessoas com histórico familiar de pedras nos rins apresentam maior probabilidade de desenvolver o problema ao longo da vida.
Outro fator importante é a baixa ingestão de líquidos. A desidratação reduz o volume de urina e aumenta a concentração de minerais, favorecendo a formação dos cristais que dão origem aos cálculos.
A alimentação também exerce influência significativa. Dietas com excesso de sódio, proteínas de origem animal e alimentos ricos em oxalato podem aumentar o risco em pessoas predispostas. Por outro lado, a restrição inadequada de cálcio nem sempre é recomendada, já que esse mineral desempenha papel importante no equilíbrio do organismo.
Segundo a reportagem, algumas doenças também favorecem o surgimento das pedras nos rins. Alterações metabólicas, obesidade, diabetes, gota, hiperparatireoidismo e determinadas doenças intestinais estão entre as condições associadas ao aumento do risco.
O uso de alguns medicamentos e suplementos também pode contribuir para a formação dos cálculos em determinados pacientes, dependendo da composição química da urina e das características individuais de cada organismo.
Os especialistas explicam que existem diferentes tipos de pedras nos rins, cada uma formada por substâncias distintas. Por isso, identificar a composição do cálculo pode ser fundamental para orientar o tratamento e, principalmente, prevenir novos episódios.
Além da predisposição individual, fatores ambientais também influenciam. Regiões de clima mais quente favorecem a perda de líquidos pelo suor, aumentando o risco de desidratação quando a reposição hídrica não é suficiente.
A principal manifestação da doença costuma ser uma dor intensa na região lombar, que pode irradiar para o abdômen e a virilha. Dependendo da localização do cálculo, também podem ocorrer sangue na urina, náuseas, vômitos e dificuldade para urinar.
Segundo os especialistas ouvidos pelo VivaBem, manter uma boa hidratação ao longo do dia continua sendo uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de formação de novos cálculos. Em pessoas que já tiveram pedras nos rins, mudanças na alimentação e acompanhamento médico também podem fazer parte da estratégia de prevenção.
Para os moradores de Santa Isabel, a orientação reforça a importância de manter o consumo adequado de água, especialmente durante períodos de temperaturas elevadas, quando o organismo perde mais líquidos e o risco de desidratação aumenta.
Fonte: VivaBem/UOL.

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