Os isabelenses que têm bebês “reborn” — bonecas hiper-realistas com aparência de recém-nascidos — devem ficar atentos. Três projetos de lei foram protocolados nesta quinta-feira (15) na Câmara dos Deputados propondo medidas que impactam diretamente o uso dessas bonecas em locais públicos, inclusive em hospitais da rede municipal e estadual.
As propostas preveem multas, proibição de atendimento com os bonecos e criação de suporte psicológico via SUS, além de punições para quem tentar obter privilégios com os reborn em filas, assentos ou serviços públicos — situações que já foram registradas em diferentes cidades brasileiras.
Uma das propostas determina que funcionários públicos que permitirem práticas indevidas com os reborn possam ser advertidos, suspensos ou até demitidos, em caso de reincidência. Instituições privadas, como clínicas e escolas, também podem ser multadas em até R$ 50 mil.
Outro projeto, da deputada Rosângela Moro (União-SP), propõe que o Sistema Único de Saúde ofereça acolhimento psicossocial para pessoas com forte vínculo afetivo com essas bonecas ou objetos semelhantes. A medida busca ajudar quem apresenta sinais de sofrimento emocional sem criminalizar ou ridicularizar o apego.
Já o deputado Zacharias Calil (União-GO) apresentou uma proposta que pune com multa de R$ 7.590 a R$ 30.360 quem tentar usar bonecas reborn para furar filas em hospitais, garantir descontos, ocupar assentos preferenciais ou obter benefícios indevidos — mesmo que a tentativa não seja bem-sucedida.
Em Santa Isabel, o tema vem despertando curiosidade entre colecionadores e também entre profissionais de saúde, que relatam já ter recebido pacientes com bonecas reborn em consultas. O mercado também cresce na cidade, com relatos de vendas e encomendas feitas por artesãs locais.
Os projetos ainda serão analisados nas comissões da Câmara. Caso aprovados, terão impacto direto nas rotinas de atendimento em unidades como o Hospital Municipal, UBSs e serviços públicos de Santa Isabel.
