O deputado federal André Janones (Rede-MG) publicou na quarta-feira (21) a pergunta “quem é Mariana?” e depois pediu que o canal Exército do Lula usasse a hashtag #QuemEMarianaFlavio. Ele não disse a quem se refere nem por que fez a publicação. Segundo o Poder360, o nome de Mariana, associado ao do senador Flávio Bolsonaro (PL), aparece em reportagens do Estadão, de 2019, e do UOL, de 2021, sobre uma investigação de rachadinha envolvendo o senador e integrantes da família dele.
A PUBLICAÇÃO E O CANAL
O canal Exército do Lula tem mais de 7 milhões de integrantes. Segundo o Poder360, Janones o usa para impulsionar buscas negativas sobre o passado de Flávio e já orientou os participantes a pesquisar três expressões: “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho”.
O QUE DIZEM AS REPORTAGENS
Em 18 de dezembro de 2019, o Estadão publicou que Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), teria participado e comandado, segundo informações do Ministério Público do Rio divulgadas na época, um esquema de rachadinha no gabinete antes de Fabrício Queiroz assumir a função, em 2008. Em março de 2021, o UOL publicou a série “Anatomia da rachadinha”, baseada na análise de 607.552 operações bancárias de 100 pessoas investigadas. Segundo a denúncia do Ministério Público enviada à Justiça, Flávio foi o líder de uma organização criminosa que desviou R$ 6 milhões da Alerj, com a contratação de funcionários que repartiam os salários.
O CASO FOI ARQUIVADO
O caso contra Flávio foi arquivado em maio de 2022 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As acusações não chegaram a ser julgadas no mérito. A advogada de Flávio na época disse que o caso “está enterrado”, que o STJ já havia anulado todas as provas e que a defesa tomaria as medidas judiciais cabíveis caso houvesse desdobramentos.
A DEFESA DE MARIANA
Em nota ao Poder360, a defesa de Mariana disse receber “com surpresa” as mensagens de jornalistas sobre a campanha organizada por Janones. Afirmou que ela nunca foi indiciada ou denunciada por essa ou por qualquer outra prática e criticou o fato de a campanha partir de um deputado que fez acordo de não persecução penal após confessar rachadinha em seu gabinete, segundo a nota. Em 2021, o advogado que a representava disse que o procedimento tramitava sob sigilo.
O QUE NÃO SE SABE
A publicação de Janones não explica a quem se refere nem o objetivo. O Portal O Isabelense não verificou de forma independente as informações citadas pelo Poder360.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se