A Venezuela decretou estado de emergência após ser atingida por fortes terremotos nesta quarta-feira (24), que provocaram destruição em várias regiões do país e mobilizaram uma operação de busca por sobreviventes entre os escombros.
Segundo informações divulgadas por autoridades venezuelanas e órgãos internacionais de monitoramento, os tremores tiveram magnitude superior a 7 e foram sentidos em diferentes cidades, incluindo a capital, Caracas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos apontou que um dos abalos chegou a magnitude 7,5, sendo considerado o maior registrado no país em mais de um século.
O governo venezuelano informou que há mortos e centenas de feridos, mas os números ainda podem mudar conforme as equipes de resgate avançam nas áreas mais afetadas. Prédios desabaram, serviços essenciais foram interrompidos e moradores deixaram casas e edifícios diante do risco de novos tremores.
A presidente interina Delcy Rodríguez pediu união à população e afirmou que as autoridades estão mobilizadas para salvar vidas. Profissionais de saúde também foram convocados para reforçar o atendimento aos feridos.
Entre os impactos registrados estão danos em estruturas públicas, interrupções no fornecimento de energia e água, suspensão de aulas e fechamento temporário do principal aeroporto do país, devido ao comprometimento da estrutura.
O alerta de tsunami chegou a ser emitido para áreas costeiras próximas ao epicentro, mas foi cancelado posteriormente pelas autoridades responsáveis pelo monitoramento.
Os tremores também foram sentidos em países vizinhos e em cidades da Região Norte do Brasil, incluindo localidades no Amazonas e no Pará. Segundo autoridades brasileiras, não houve registro de danos ou vítimas no país.
Equipes de emergência seguem trabalhando nas buscas, enquanto o governo venezuelano avalia a extensão dos prejuízos e organiza abrigos e pontos de apoio para a população afetada.
O desastre ocorre em um momento de grande vulnerabilidade social e econômica na Venezuela, o que aumenta os desafios para o atendimento das vítimas, reconstrução das áreas atingidas e retomada dos serviços essenciais.

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