Os carros elétricos devem se tornar os líderes de vendas no Brasil em menos de dez anos e a maioria da frota em circulação em cerca de 15 anos, segundo projeção publicada na coluna "Frankito, o curioso", do TecMundo, veiculada pelo Estadão. Nos três cenários estimados pelo autor, a virada ocorre antes de 2045, e os modelos recarregáveis passam a liderar as vendas de veículos novos antes de 2035.
A análise reúne carros elétricos a bateria e híbridos plug-in e é uma estimativa do próprio colunista, feita com dados do Sindipeças e do IBGE. Não se trata de uma previsão oficial.
O PONTO DE PARTIDA: FROTA DE 46 MILHÕES E 1 EM CADA 8 CARROS VENDIDOS RECARREGÁVEL
A frota circulante atual é estimada em 46 milhões de automóveis e comerciais leves, segundo o Sindipeças. As vendas somaram cerca de 2,5 milhões de unidades por ano em 2025 e devem fechar 2026 em 3 milhões. No primeiro semestre de 2026, 1 em cada 8 carros vendidos já era recarregável.
O colunista observa que existe outra estimativa de frota, do Senatran, de 80 milhões de veículos, mas a considera menos adequada porque não desconta corretamente os carros sucateados, que saem de circulação.
POR QUE A TROCA DEVE SER RÁPIDA
Segundo a análise, o custo por quilômetro rodado dos elétricos em relação aos carros a combustão tende a se manter e pode aumentar, principalmente quando o abastecimento é feito na rede residencial e diante da pressão constante sobre os preços do petróleo. O texto cita ainda o desejo do consumidor por carros eletrificados como a principal força por trás do movimento.
A frota total, por outro lado, deve crescer pouco por causa da demografia. Pelas projeções do IBGE, a população maior de idade, que cresceu 45% desde 2000, deve crescer apenas 12% até 2050.
FROTA DEVE CHEGAR A 49,4 MILHÕES DE AUTOMÓVEIS EM 2050
Na projeção, os 39,5 milhões de automóveis em circulação em 2025 chegam a 45,4 milhões em 2040 e 49,4 milhões em 2050. Os comerciais leves passam de 6,7 milhões para 11 milhões em 2040 e 11,3 milhões em 2050. A taxa de motorização, que era de 283 veículos leves por mil habitantes no ano passado, deve ficar entre 292 e 375 em 2050.
QUANDO OS ELÉTRICOS SERÃO MAIORIA
Dependendo da velocidade de adoção, os elétricos a bateria e plug-in serão maioria da frota entre 2038 e 2045, segundo os três cenários. No cenário intermediário, os carros eletrificados representam três quartos da frota em 2050.
Os motores flex somaram 83% dos veículos em circulação no ano passado. Na projeção intermediária, essa fatia cai para 39% em 2040 e 14% em 2050.
O QUE PODE MUDAR NO DIA A DIA
Entre as consequências citadas estão a queda da demanda por combustíveis fósseis e por etanol anidro, cuja mistura à gasolina é obrigatória no Brasil, e o fechamento de postos de combustível por falta de demanda. Nas cidades, o texto aponta menos ruído e menos poluição, com possível redução de doenças respiratórias ligadas à poluição urbana.
O autor ressalta que as projeções dependem do ritmo da eletrificação e de suposições próprias, e a metodologia está disponível em um repositório no GitHub indicado na coluna.
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