A Jeep confirmou a continuidade do Renegade e abriu espaço para um possível resgate do nome Willys, segundo o Estadão. No Brasil, a nova geração do SUV deve chegar em 2028, sobre a plataforma STLA One. A releitura do jipe histórico segue em estudo, com horizonte posterior a 2030.
O QUE FOI ANUNCIADO
Os planos foram apresentados no Salão de Paris por Xavier Peugeot, responsável pela marca Jeep na Europa. A expectativa era de que a Jeep mostrasse um conceito antecipando a próxima geração do Renegade, mas o projeto não apareceu. O executivo detalhou uma estratégia que combina ampliação da gama, diferentes sistemas de propulsão e aproveitamento de nomes conhecidos: o plano europeu prevê até seis modelos até 2030, incluindo o Recon, e uma versão com tração integral para cada modelo.
Os dois projetos não estão no mesmo estágio. Para o Renegade já existe compromisso de lançar outra geração. Para o Willys, a Jeep ainda avalia o formato e não anunciou aprovação para produção.
O NOVO RENEGADE
Desde o lançamento, em 2014, o Renegade acumulou mais de 610 mil unidades vendidas na Europa. Segundo Xavier Peugeot, a próxima geração será o maior dos dois SUVs de segmento B previstos para a gama europeia. O Avenger atenderá o segmento de entrada, e o Renegade ficará acima, sem avançar sobre o espaço do futuro Compass. As dimensões ainda não foram divulgadas. A imprensa europeia espera o lançamento no primeiro semestre de 2028, e o SUV chegaria ao Brasil no mesmo ano, um pouco depois.
A principal mudança técnica será a plataforma STLA One, apresentada pela Stellantis em maio e prevista para estrear em 2027. Ela foi desenvolvida para veículos dos segmentos B, C e D e para sistemas de propulsão distintos, dentro de um plano de reunir cinco plataformas em uma só base modular. Também incorpora os sistemas STLA Brain e STLA SmartCockpit, voltados à eletrônica e à experiência digital, com direção por comando eletrônico e, nas versões elétricas, compatibilidade com sistemas de 800 volts. A adoção da plataforma não define quais versões chegarão às concessionárias brasileiras.
O QUE MUDA PARA O BRASILEIRO
A continuidade afasta a ideia de que a chegada do Avenger significaria o fim do Renegade no país, já que a marca havia assegurado a convivência dos dois. Motores, versões e preços dependem de anúncios específicos para o Brasil. Até a nova geração, o Renegade atual segue à venda, com interior reformulado, central multimídia de 10,1 polegadas, novo console e saídas de ar para os passageiros traseiros. Parte das versões também ganhou sistema híbrido leve de 48 volts.
O RETORNO DA WILLYS
Segundo o executivo, a Jeep estuda um veículo inspirado no Willys original, menor que o Avenger, como uma releitura do jipe em produto compacto e eletrificado. Não há desenho definitivo, e a Jeep não confirmou que a Willys voltará como marca independente: a comunicação oficial trata o nome como referência histórica para futuros modelos da própria Jeep. O retorno pode ser, portanto, um novo modelo, ainda sem definição de como será identificado.
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