A dois dias do segundo turno das Eleições 2026, o brasileiro vai às urnas dividido entre a confiança e o medo quando pensa no futuro do país. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23) mostra que 49% dos eleitores se dizem confiantes e 48% afirmam sentir medo. Outros 2% não souberam responder. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, o que na prática indica um empate técnico entre os dois sentimentos.
O levantamento não pergunta em quem o eleitor pretende votar, mas como ele se sente em relação ao país. Esse retrato do humor nacional chega justamente na reta final de uma disputa que, no domingo (25), vai definir quem comanda o Brasil nos próximos quatro anos: Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
COMO FOI FEITA A PESQUISA?
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais, em 154 municípios, entre terça-feira (20) e quinta-feira (22). A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.
O QUE OS BRASILEIROS SENTEM QUANDO PENSAM NO PAÍS?
O instituto perguntou o que o entrevistado sente "quando pensa no Brasil de hoje em dia" e apresentou uma lista de emoções em pares opostos: seguro ou inseguro, medo ou confiança no futuro, raiva ou tranquilidade, animado ou desanimado, triste ou feliz, e mais medo do que esperança ou mais esperança do que medo.
O maior índice da pesquisa é o de insegurança: 62% dizem se sentir inseguros quando pensam no Brasil de hoje, contra 36% que se declaram seguros. Outros 2% não souberam responder.
Nos demais pares, o resultado foi este:
- Tranquilidade ou raiva: 53% se dizem tranquilos e 42% sentem raiva. Outros 5% não souberam responder.
- Animação ou desânimo: 54% se declaram desanimados e 44% animados. Outros 2% não souberam responder.
- Tristeza ou felicidade: 54% se dizem tristes e 43% felizes. Outros 4% não souberam responder.
- Esperança ou medo: 56% afirmam ter mais esperança do que medo e 43% têm mais medo do que esperança. Outro 1% não soube responder.
Os números mostram um sentimento misto. O eleitor é, ao mesmo tempo, mais inseguro, mais desanimado e mais triste, mas também mais tranquilo e com mais esperança do que medo. Só a insegurança, que aparece como o sentimento mais forte, tem uma folga maior sobre o oposto.
QUEM SÃO OS OTIMISTAS, OS HESITANTES E OS PESSIMISTAS?
Com base nas respostas aos seis itens, o Datafolha dividiu os brasileiros em três grupos. Os pessimistas são os entrevistados que deram respostas negativas em cinco ou seis itens. Os hesitantes deram respostas negativas em três ou quatro. E os otimistas foram os que tiveram respostas negativas em nenhum, um ou dois itens.
Às vésperas do segundo turno, 43% dos brasileiros foram classificados como otimistas, 36% como pessimistas e 22% como hesitantes. Os otimistas, portanto, são o maior grupo, e os hesitantes, que ainda oscilam entre os dois lados, somam mais de um em cada cinco eleitores.
O QUE MUDOU EM RELAÇÃO À PESQUISA ANTERIOR?
O quadro se inverteu. No levantamento anterior, feito de 29 de setembro a 1º de outubro, os pessimistas eram maioria, com 43%, contra 35% de otimistas e 22% de hesitantes. Em pouco mais de duas semanas, os otimistas subiram oito pontos percentuais, de 35% para 43%, e os pessimistas caíram sete, de 43% para 36%. O grupo dos hesitantes ficou estável, em 22%.
O QUE ESTÁ EM JOGO NO DOMINGO?
No domingo (25), os brasileiros voltam às urnas para escolher, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o presidente da República. A votação, em todo o país, vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem ainda tem dúvidas sobre o local de votação pode consultar o título eleitoral ou o aplicativo e-Título.
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