A adaptação das cidades às mudanças climáticas e o uso ético da inteligência artificial na educação estão entre as apostas de professores para a redação do Enem 2026, marcada para 8 de novembro. As sugestões foram reunidas pelo UOL em reportagem publicada neste sábado (31 de outubro).
Os assuntos indicados servem como orientação de estudo, não como previsão confirmada. Professores também recomendam ampliar o repertório e praticar a construção de argumentos que possam ser utilizados em diferentes propostas.
CLIMA: DAS ENCHENTES À DESIGUALDADE
No eixo ambiental, os educadores apontam a preparação das cidades para enfrentar eventos extremos. O debate pode envolver planejamento urbano, moradia e proteção de populações que vivem em áreas de risco.
As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 aparecem como referência para discutir como os desastres atingem de forma desigual os moradores e quais medidas podem reduzir a vulnerabilidade das comunidades.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO
Outra possibilidade é o uso da IA nas escolas. Entre os recortes estão a desigualdade de acesso às ferramentas, os riscos de plágio e desinformação e a preservação do pensamento crítico dos estudantes.
A discussão permite examinar tanto as possibilidades educacionais da tecnologia quanto os limites e as responsabilidades de seu uso.
OUTROS ASSUNTOS NO RADAR
O levantamento do UOL também menciona analfabetismo funcional, leitura crítica, renovação da carreira docente e alimentação saudável na infância.
A proteção de crianças na internet, os efeitos das apostas online sobre o orçamento familiar e a saúde mental e o enfrentamento do alcoolismo completam as possibilidades apresentadas.
COMO USAR AS APOSTAS NA PREPARAÇÃO
Professores ouvidos pela Folha recomendam organizar referências por eixos, como educação, tecnologia, meio ambiente e cultura. A estratégia ajuda o estudante a relacionar conhecimentos ao problema efetivamente proposto.
O ponto central é explicar como uma referência sustenta o argumento. Apenas mencionar um livro, filme, pesquisa ou lei não substitui a análise.
Em entrevista à CNN Brasil, o diretor pedagógico Renato Júdice de Andrade também ressaltou que um assunto em destaque no noticiário não é necessariamente o mais provável na prova. A preparação deve desenvolver a capacidade de discutir causas, consequências e possibilidades de intervenção, sem depender de textos decorados.
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