O Partido Liberal (PL) realizou neste sábado (25), em São Paulo, a convenção nacional que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. O evento foi planejado para marcar o início da campanha e reforçar a imagem de unidade do partido diante de um cenário considerado desafiador para a pré-candidatura.
Sem um candidato a vice definido e ainda sem apoio formal de partidos de centro, a convenção teve como principal objetivo mobilizar a militância e demonstrar força política. Entre as presenças confirmadas estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).
Segundo a reportagem da Folha de S.Paulo, a campanha tenta superar uma sequência de episódios que afetaram o desempenho político do senador nas últimas semanas, incluindo dificuldades para ampliar alianças, desgastes internos e repercussões negativas envolvendo a pré-campanha. A estratégia da convenção foi apresentar um ambiente de união e entusiasmo entre os apoiadores.
Em uma transmissão ao vivo realizada antes do evento, Flávio Bolsonaro convocou os apoiadores a participarem da convenção e afirmou que faria um discurso voltado à esperança e ao futuro do país. A campanha também preparou peças publicitárias apresentando o senador como alternativa ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com foco em propostas para segurança pública, economia e redução do custo de vida.
A presença de Javier Milei foi tratada pela campanha como um dos principais símbolos do evento. O presidente argentino participou da convenção após receber, horas antes, a Ordem do Ipiranga, maior honraria concedida pelo Governo do Estado de São Paulo, entregue pelo governador Tarcísio de Freitas.
Nos bastidores, aliados avaliam que a convenção representa uma oportunidade para reorganizar a campanha e recuperar parte do eleitorado bolsonarista após semanas marcadas por controvérsias. O desafio, segundo analistas, será ampliar o diálogo além da base mais fiel do partido e conquistar apoio entre eleitores de centro.
A oficialização da candidatura ocorre a pouco mais de dois meses do primeiro turno das eleições. Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, indicando uma disputa ainda aberta, mas com vantagem para o atual presidente.

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