A Secretaria Municipal de Educação de Santa Isabel realizou nesta segunda-feira (18) uma roda de conversa sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A atividade integrou as ações da campanha Maio Laranja e reuniu gestores da educação, diretores, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, supervisores e representantes da rede de proteção do município.
O encontro abordou temas ligados à identificação de sinais de violência, acolhimento de vítimas e papel das escolas na proteção de crianças e adolescentes.
A programação começou com uma apresentação inspirada no livro “Não Me Toca, Seu Boboca!”, da autora Andrea Viana Taubman.
A encenação trabalhou de forma educativa situações relacionadas a limites do corpo, reconhecimento de comportamentos inadequados e importância da denúncia em casos de violência.
Na prática, especialistas destacaram que a escola costuma ser um dos principais espaços de identificação de sinais de abuso infantil.
Durante a roda de conversa, profissionais discutiram:
• impactos da violência sexual no desenvolvimento infantil
• riscos do ambiente virtual
• aliciamento de crianças e adolescentes
• importância da atuação integrada entre escola, família e rede de proteção
Participaram do encontro representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Conselho Tutelar, CMDCA e profissionais da área de psicologia.
Outro ponto apresentado foi o fluxo de atendimento utilizado no município para encaminhamento e acompanhamento de casos envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Segundo especialistas, campanhas como o Maio Laranja buscam ampliar conscientização sobre um problema que muitas vezes ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou de convivência da vítima.
O 18 de Maio é reconhecido nacionalmente como Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A data foi criada para reforçar ações de prevenção, denúncia e proteção de vítimas em todo o país.
Para moradores de Santa Isabel, o tema envolve principalmente orientação, identificação precoce de sinais de violência e fortalecimento dos canais de denúncia e acolhimento.
Mais do que uma atividade escolar, o debate envolve proteção infantil e atuação conjunta entre educação, assistência social e órgãos de proteção.

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