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50 anos de Fiat: de Tempra a Mobi, veja quais se dão bem e mal no mercado

Motores Fire seguem entre os mais valorizados do mercado, enquanto modelos com câmbio Dualogic continuam enfrentando maior resistência dos compradores.

50 anos de Fiat: de Tempra a Mobi, veja quais se dão bem e mal no mercado
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A Fiat completa 50 anos de atuação no Brasil em julho de 2026 e, além de celebrar uma trajetória marcada por modelos que fizeram parte da vida de milhões de brasileiros, o aniversário também chama a atenção para o mercado de veículos usados da marca. Especialistas afirmam que alguns modelos continuam sendo excelentes opções de compra, enquanto outros exigem cautela por causa do histórico de manutenção e da desvalorização.

Para quem mora em Santa Isabel e pretende comprar ou vender um automóvel, conhecer essas diferenças pode evitar prejuízos e ajudar na escolha de um veículo com melhor custo-benefício.

A fábrica da Fiat em Betim (MG) foi inaugurada em 1976 e, desde então, a marca lançou sucessos como 147, Uno, Palio, Siena, Strada, Fiorino, Mobi e Argo. Muitos desses modelos continuam entre os mais procurados do mercado de seminovos.

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Segundo análise publicada pelo UOL Carros, os veículos equipados com os tradicionais motores Fire 1.0 e 1.4 de oito válvulas permanecem entre os preferidos dos consumidores. A principal explicação é a combinação entre baixo custo de manutenção, ampla oferta de peças e boa reputação de confiabilidade.

Modelos como Uno, Palio, Siena, Grand Siena, Strada, Fiorino, Doblò, Idea, Punto, Fiat 500 e Mobi equipados com essa motorização costumam ter boa liquidez. Em outras palavras, são carros que normalmente encontram compradores com facilidade quando estão em bom estado de conservação.

Outra motorização bem avaliada no mercado é o motor 1.8 da Família 1, de origem Chevrolet, utilizado em alguns modelos da Fiat, como Palio, Punto, Idea e Stilo. Apesar da origem diferente, especialistas destacam sua simplicidade mecânica e o custo relativamente baixo de manutenção.

Já os motores mais modernos da família Firefly também apresentam boa aceitação. O destaque fica para o propulsor 1.3 aspirado, apontado como uma opção eficiente, econômica e com potencial para manter boa reputação no mercado de usados ao longo dos próximos anos.

Nem todos os modelos, porém, têm a mesma procura.

Os veículos equipados com o câmbio automatizado Dualogic continuam enfrentando maior resistência entre os compradores. Embora o sistema tenha recebido melhorias ao longo dos anos, especialistas afirmam que ele nunca alcançou o mesmo nível de conforto dos câmbios automáticos convencionais e ficou conhecido pelo custo elevado de reparos eletrônicos.

Também exigem atenção os modelos equipados com motores E.torq 1.6 e 1.8. Apesar de utilizarem corrente de comando, que dispensa substituição periódica, eles costumam apresentar consumo mais elevado e manutenção mais cara quando comparados aos motores Fire.

Outra combinação que ainda desperta receio no mercado envolve alguns Fiat Argo, Cronos e Toro equipados com câmbio automático associado aos motores E.torq. O conjunto ficou marcado por problemas no trocador de calor da transmissão, componente que, quando apresenta falhas, pode permitir a mistura do líquido de arrefecimento com o óleo do câmbio, causando danos de alto custo.

Entre os modelos menos procurados também aparece o Freemont, utilitário esportivo derivado do Dodge Journey. Apesar do bom desempenho, o veículo vendeu pouco no Brasil, possui manutenção mais cara e consumo elevado de combustível, fatores que reduziram seu apelo entre os compradores de usados.

Para o consumidor de Santa Isabel, a principal orientação é analisar o histórico de manutenção, verificar a procedência do veículo e considerar o custo das peças e da mecânica antes da compra. Em muitos casos, um automóvel conhecido pela confiabilidade pode representar uma economia significativa ao longo dos anos, mesmo que o preço inicial seja um pouco mais elevado.

Mais do que escolher um modelo pela aparência ou pelos equipamentos, especialistas recomendam avaliar a facilidade de manutenção e o comportamento do veículo no mercado de revenda, fatores que influenciam diretamente o custo de propriedade e o valor do carro no futuro.

FONTE/CRÉDITOS: UOL Carros

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