A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 não reduziu o interesse dos brasileiros pelas apostas esportivas. Pelo contrário: o número de apostas realizadas e o volume de depósitos nas plataformas de bets aumentaram durante o torneio, segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo.
De acordo com reportagem publicada pela Folha, dados da empresa de tecnologia Pay4Fun apontam crescimento tanto na quantidade de apostas quanto nos valores depositados pelos usuários durante o período da Copa. O comportamento indica que muitos apostadores continuaram acompanhando a competição mesmo sem o Brasil na disputa pelo título.
Segundo o levantamento, as partidas das fases eliminatórias mantiveram elevado nível de engajamento, impulsionadas pelo interesse em confrontos entre grandes seleções e pela ampla cobertura do torneio em plataformas digitais e canais de transmissão esportiva.
Especialistas do setor avaliam que o mercado brasileiro de apostas já demonstra um comportamento semelhante ao observado em países onde a atividade é regulamentada há mais tempo. Nesses mercados, o interesse dos apostadores costuma permanecer elevado durante grandes competições internacionais, independentemente da participação da seleção nacional.
Outro fator apontado para explicar o crescimento foi a consolidação das plataformas digitais de apostas, que oferecem apostas ao vivo, diferentes modalidades de jogos e integração com transmissões esportivas, ampliando o tempo de permanência dos usuários durante os eventos.
A expansão ocorre em um momento de maior fiscalização do setor. Desde a regulamentação do mercado brasileiro, empresas autorizadas passaram a operar sob novas regras estabelecidas pelo governo federal, incluindo exigências relacionadas à identificação dos usuários, prevenção à lavagem de dinheiro e promoção do jogo responsável.
Apesar do crescimento do mercado, especialistas alertam para os riscos do endividamento e da dependência relacionados às apostas esportivas. A recomendação é que a atividade seja encarada apenas como forma de entretenimento, com limites financeiros previamente definidos e sem comprometer o orçamento familiar.
Fonte: Folha de S.Paulo.

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