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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
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Datafolha mostra onde eleitores mais encontram conteúdo sobre a eleição nas redes

Entre usuários que viram conteúdo eleitoral, 75% tiveram contato em veículos jornalísticos e 69% em perfis de candidatos

Datafolha mostra onde eleitores mais encontram conteúdo sobre a eleição nas redes
Igor do Vale - 04.out.2021/Folhapress
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Os perfis de veículos jornalísticos aparecem à frente dos próprios candidatos, influenciadores e grupos de mensagens entre as principais fontes de conteúdo sobre as eleições de 2026 nas redes sociais. O dado faz parte de uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (6) e ajuda a mostrar por quais caminhos a informação eleitoral está chegando aos brasileiros durante a campanha.

O levantamento mostra inicialmente o tamanho da exposição ao assunto. Entre os entrevistados que possuem contas em redes sociais como Instagram, Facebook, TikTok e Kwai, 57% afirmaram ter visto conteúdos relacionados às eleições nas últimas semanas.

Dentro desse grupo, os perfis de veículos jornalísticos aparecem na primeira posição: 75% disseram ter encontrado publicações eleitorais nesses canais.

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Logo depois estão os perfis de jornalistas, mencionados por 71%.

Somente na terceira posição aparecem as contas dos próprios candidatos, com 69%.

Os dados ajudam a dimensionar um fenômeno importante em uma eleição cada vez mais disputada também no ambiente digital: embora candidatos tenham suas próprias estruturas de comunicação e possam falar diretamente com o eleitor, o conteúdo produzido e distribuído por veículos e profissionais de imprensa continua ocupando espaço relevante no acompanhamento da campanha.

ONDE O ELEITOR ENCONTRA CONTEÚDO ELEITORAL

Entre os usuários de redes sociais que disseram ter visto publicações sobre as eleições nas últimas semanas, a pesquisa encontrou os seguintes percentuais:

• Perfis de veículos jornalísticos: 75%
• Perfis de jornalistas: 71%
• Perfis dos candidatos: 69%
• Perfis de amigos ou familiares: 65%
• Perfis de influenciadores: 61%
• Grupos de WhatsApp ou Telegram: 47%

Os percentuais não representam exclusividade. Um mesmo entrevistado pode ter tido contato com conteúdo eleitoral em diferentes canais.

Por isso, os números mostram os ambientes pelos quais essas informações circularam entre os participantes da pesquisa, e não uma divisão do público entre fontes únicas.

JORNALISMO SUPERA PERFIS DOS PRÓPRIOS CANDIDATOS

Um dos resultados que mais chama atenção é a posição ocupada pelos veículos jornalísticos.

A diferença em relação aos candidatos não é grande — 75% contra 69% —, mas mostra que as páginas de imprensa permanecem entre os espaços utilizados pelo público para acompanhar a disputa mesmo em um cenário no qual políticos possuem acesso direto aos eleitores pelas redes.

Os perfis individuais de jornalistas também registraram alcance elevado, chegando a 71% do grupo analisado.

Isso significa que, dentro do universo pesquisado, tanto veículos quanto jornalistas aparecem numericamente à frente das contas dos candidatos na exposição dos usuários ao conteúdo eleitoral.

A pesquisa mede contato com as publicações. Portanto, os dados não permitem concluir, por si só, qual fonte possui maior credibilidade para os entrevistados, qual influencia mais a decisão do voto ou em qual delas o eleitor confia mais.

ELEITORES FORA DOS DOIS PRINCIPAIS CAMPOS RECORREM MAIS A PERFIS JORNALÍSTICOS

O Datafolha também analisou os resultados de acordo com a intenção de voto dos entrevistados.

Entre os eleitores que não estão alinhados nem ao bolsonarismo nem ao petismo, a presença do jornalismo é ainda maior.

Nesse grupo, 81% afirmaram ter visto conteúdo eleitoral em perfis de veículos jornalísticos, enquanto 74% tiveram contato com publicações em perfis de jornalistas.

Já os grupos de WhatsApp e Telegram foram mencionados por 39% desses entrevistados.

O levantamento também identificou diferenças na maneira como eleitores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entram em contato com determinados tipos de conteúdo.

INFLUENCIADORES TÊM MAIOR PRESENÇA ENTRE ELEITORES DE FLÁVIO BOLSONARO

Entre os entrevistados que declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, 68% disseram ter visto conteúdo eleitoral em perfis de influenciadores.

Entre os eleitores que declararam voto em Lula, esse percentual foi de 55%.

A diferença também aparece nos aplicativos de mensagens.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 55% afirmaram ter recebido ou visto esse tipo de publicação em grupos de WhatsApp ou Telegram.

Entre aqueles que declararam intenção de votar em Lula, foram 43%.

Os números mostram diferenças nos canais pelos quais os dois grupos tiveram contato com a campanha, mas não permitem concluir, isoladamente, o motivo dessas diferenças ou o efeito que essas publicações exercem sobre a escolha eleitoral.

REDES SE TORNAM PARTE DO CAMINHO DA INFORMAÇÃO POLÍTICA

Os resultados ajudam a mostrar como a informação política circula atualmente por diferentes caminhos ao mesmo tempo.

Uma notícia publicada por um veículo pode chegar ao eleitor pelo perfil original da empresa jornalística, ser compartilhada por um jornalista, aparecer na conta de um amigo, ser comentada por um influenciador e posteriormente circular em um grupo de mensagens.

Ao mesmo tempo, candidatos produzem seus próprios conteúdos e utilizam as redes para falar diretamente com o público, sem depender da intermediação da imprensa.

Nesse ambiente, distinguir reportagem, opinião, conteúdo produzido por campanha, publicidade eleitoral e publicações pessoais passa a fazer parte do processo de consumo de informação durante uma eleição.

O dado do Datafolha mostra que, apesar dessa multiplicidade de fontes, veículos jornalísticos continuam ocupando posição relevante na circulação do conteúdo eleitoral entre os brasileiros pesquisados.

O QUE A PESQUISA MEDIU

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios na terça-feira (1º) e quarta-feira (2).

A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.

É importante observar que os percentuais sobre os diferentes canais de informação apresentados na pesquisa se referem ao grupo de entrevistados com contas em redes sociais que afirmou ter visto conteúdo eleitoral nas últimas semanas.

O levantamento, portanto, não afirma que 75% de todos os eleitores brasileiros acompanham a eleição por veículos jornalísticos.

O resultado mostra que, entre aqueles alcançados por esse tipo de conteúdo nas redes dentro do recorte pesquisado, os perfis jornalísticos foram o canal mais mencionado.

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