A possibilidade de utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas ainda teve adesão muito abaixo do esperado. Dados obtidos pelo Estadão mostram que apenas 0,4% do limite financeiro disponível para a modalidade foi utilizado desde o lançamento da medida dentro do Novo Desenrola.
Segundo reportagem publicada pelo Estadão, o mecanismo foi criado para permitir que trabalhadores utilizem parte dos recursos futuros do saque-aniversário do FGTS como garantia para renegociar débitos com juros menores. Apesar da expectativa do governo e das instituições financeiras, o volume contratado permaneceu bastante reduzido.
Os números indicam que o montante efetivamente utilizado representa uma fração mínima do potencial previsto para a operação, demonstrando que a nova modalidade ainda enfrenta dificuldades para alcançar um número significativo de beneficiários.
Entre os fatores apontados por especialistas estão o desconhecimento da população sobre a possibilidade de contratação, a complexidade das regras e o perfil dos trabalhadores que possuem saldo disponível no FGTS e aderiram ao saque-aniversário, condição necessária para utilizar essa modalidade de crédito.
A expectativa do governo era ampliar as alternativas de renegociação de dívidas, reduzindo os juros pagos pelos consumidores e estimulando a recuperação financeira das famílias endividadas. No entanto, os resultados iniciais mostram que a procura ficou muito abaixo das projeções.
Especialistas avaliam que, caso a adesão continue em ritmo lento, poderá ser necessária uma revisão das regras ou maior divulgação da modalidade para ampliar o acesso dos trabalhadores ao programa.
O FGTS continua sendo uma das principais garantias utilizadas em operações de crédito no país. Entretanto, economistas alertam que qualquer decisão de comprometer recursos futuros do fundo deve ser analisada com cautela, considerando os impactos sobre a reserva financeira do trabalhador.
Fonte: Estadão.

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